Se tem uma coisa que eu me arrependo, é de não ter me dado a alegria de conhecer as histórias do Tex na minha adolescência.
Eu sempre fui um leitor de quadrinhos, mas quando era moleque eu lia super heróis Marvel, Disney e um ou outro herói que de vez em quando aparecia na banca do seu Paulo.
Nas incontáveis vezes que fui até a banca comprar meus quadrinhos, eu sempre vi as revistas do Tex expostas, mas nunca tive interece de ler, e inclusive eu tinha até um certo preconceito com elas.
"Revistas de velho oeste! Isso é coisa de velho! — eu pensava."
Depois, no meio dos anos 90 eu parei de ler quadrinhos, e fui fazer umas coisas que na época julgava mais legais, e arrumei uns amigos, amigas, festas e diversões animadas para gastar o meu dinheiro.
Mas, como um leitor de quadrinhos sempre volta ao nicho quadrinhístico, por volta de 2010 eu retomei essa bobeira maravilhosa que é ler e curtir as HQs, como são chamadas hoje.
Um dia, na banca de jornais eu ví uma revista do Tex em um formato bacana, bem acabado e colorido. Era uma edição da coleção Tex Gold...
... Comprei!
Lí...
E me ferrei para todo o sempre!
O Tex, assim como seus companheiros de aventuras, Kit Carson, Jack Tigre e Kit Willer, são os personagens que mais me dão prazer na leitura atualmente. Mas assim: Muito mais que qualquer leitura de quadrinhos de qualquer super herói.
É incrível!
Domingo eu li uma história, que foi mais focada no Kit Carson, que é um personagem que eu confesso que gosto até mais que o próprio Tex. Foi uma leitura incrível, e aqui abaixo está uma resenha que fiz para o Instagram. Um pouco modificada, porque o Instagram tem um número máximo de palavras e é chatão!
O PASSADO DE KIT CARSON
"O passado de Kit Carson" é um dos maravilhosos volumes, que parecem ser escolhidos a dedo, da coleção: Biblioteca Tex Panini.
Escrita por Mauro Boselli e desenhada por Carlo Raffaele Marcello, essa história traz uma trama, que gira em torno de um acerto de contas de Kit Carson, com um antigo bando de assaltantes de diligências e de mineradores, chamados: Inocentes.
Kit estava andando pra cá e pra lá em uma cidade, enquanto esperava Tex chegar, para juntos irem resolver um problema, e percebeu que um homem o estava seguindo e que pelo visto, estava com más intenções.
Depois de uma armadilha, em que esse homem tentou mandar o Kit conversar com Deus, ele acabou (como sempre), sendo mais esperto e matando seu perseguidor.
Depois de uma olhada na cara do sujeito, Carson o reconheceu como um antigo membro do bando dos Inocentes.
Vasculhando seu bolso Kit encontrou um recorte de jornal que convocava amigos para o funeral do antigo xerife, da época em que o bando estava ativo.
Suspeitando que essa convocação era um código para que o bando de reunisse novamente, Carson não conseguiu esperar Tex chegar de viagem e resolveu ir sozinho atrás do bando e acertar as contas com seu passado.
Um passado tão distante, que Carson, que já era um ranger, ainda nem conhecia seu parceiro Tex, que por sua vez, ainda era um fora da lei.
A trama se passa parte no presente e parte no passado, porque Tex, enquanto vai ao encontro de Carson, conta essa antiga história de como o ranger frustrou os planos e acabou com parte do bando dos Inocentes, a seu filho Kit Willer.
Essa história é daquelas onde o roteirista e não teve preguiça! Conta e narra o que tem que narrar e contar. Com muitas idas e vindas, muitas reviravoltas e muita ação.
Desenhos sensacionais. Do calibre das melhores histórias da dupla Tex e Kit Carson.
A Panini acertou em republicar essa história, agora em formato de luxo e colorida.
Agrada aos aficionados por Tex e aos que apenas gostam de uma boa história em quadrinhos, com muita aventura e reviravoltas.
Recomendo!