sábado, 9 de abril de 2022

 





A Rússia ainda está atacando a Ucrânia, enquanto os chefes de governos ao redor do mundo aplaudem a resistência do presidente do pequeno país, que não se rende ao gigante Golias.

Sabe... Parece que o que move o mundo é mesmo o interesse! Nada, nunca é o que parece ser. A gente assiste uma notícia, e antes de digeri-la, temos que fazer o seguinte exercício: Quem deu a notícia? Esse meio de comunicação está ligado a quem? Qual o interesse de quem deu a notícia? E os outros meios de comunicação? O que estão falando?

Durante a vida toda o Geraldo Alckmin falou horrores do Lula. Coisas pesadas, afirmações e acusações do tipo: Lula é um ladrão, Lula é um analfabeto, Lula é um chefe de quadrilha e por aí vai! O Geraldo festejou quando o Lula foi preso, e inclusive fez pressão política para que isso acontecesse. Por outro lado, o Lula sempre disse que o Geraldo era incompetente, que não sabia gerenciar nada, que era antipático e que também era um chefe de quadrilha, mas da quadrilha que se apropriou do dinheiro da merenda das pobres criancinhas, que são o futuro da nossa nação!!!!

Eu estou relendo um quadrinho escrito e desenhado pelo mestre Joe Kubert, que foi inspirado em vários faxes que um jornalista que estava em Sarajevo durante a guerra da Bósnia, mandava para a redação de um jornal, contando com detalhes os horrores daquela guerra. Esse quadrinho é essencial! Primeiro porque é uma obra-prima tanto nos desenhos, quanto no argumento, e depois, porque ele explica e te faz entender o que está realmente acontecendo na Ucrânia, e o porquê das outras potências estarem quietas, fazendo de conta que o assunto não é com elas.

            Depois de ler esse quadrinho e depois de ver a situação política do mundo, a gente começa a entender porque o Lula e o Geraldo agora são companheiros, e porque militantes que sempre lutaram com unhas e dentes contra o Geraldo, agora choram ao saber que ele vai ser padrinho de casamento do painho Lulinha!

            A gente entende também porque o Bolsonaro cedeu ao centrão, que ele também sempre disse abominar e que prometeu nunca se render aos encantos centralizantes, mas não resistiu. E a gente acaba entendendo também, o comentário de um rapaz no Facebook, utilizando essa pisada na bola do Bolsonaro para defender a aliança dos compadres companheiros. Ou seja: Um erro justifica o outro, dependendo do nosso interesse.  

            Gente, tudo é interesse, e nós somos massa de manobra, queira você ou não!

           Gado da fazenda da esquerda, gado da fazenda da direita e gado da fazenda do meio! Atualmente o gado da Ucrânia foi levado para se abatido no frigorífico russo, e os rebanhos em volta pastam tranquilamente sem querer se intrometer. A verdade é essa!

            Infelizmente a gente vê países africanos serem dizimados e sua população morrer à mingua, mas não é do nosso interesse intervir. Por outro lado, se uma etnia avessa às grandes potências toma o poder em um país do Oriente Médio cheio de petróleo, todos entram em guerra contra os líderes dessa etnia, “para salvar o pobre povo daquele país”.

Entenderam?

Tudo é interesse! Leiam “Fax de Sarajevo”, assistam a mesma notícia em vários meios de comunicação diferentes, conversem com pessoas de ideologia diferente da sua, e acordem!

Nós temos que entender o mundo!





quarta-feira, 2 de março de 2022

Obra prima é obra prima!

 






sábado, 12 de fevereiro de 2022

Definições:






 

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Três Buracos






Eu acabei de ler a Graphic Novel: Três buracos, escrita e desenhada pelo artista brasileiro Shiko.

Fiquei impressionado pela qualidade dos desenhos e pelo enredo com narrativa tão enxuta e ao mesmo tempo sem preguiça.

Uma obra completa!

Três buracos fala sobre muitos problemas antigos de nosso país, que persistem até os dias de hoje, e que pelo visto vão persistir por muito tempo.

Trabalho quase escravo, pobreza extrema, cidades abandonadas e deslocadas no tempo, criminalidade, vidas despedaçadas e desilusões.

Como todos os trabalhos autorais brasileiros da atualidade, seja em quadrinho, TV, literatura ou cimena, parece que virou regra que se fale de algum tipo de empoderamento. Seja de negros, mulheres, relacionamentos LGBT ou algo que ligue todos esses pontos. Mesmo assim, o Shiko conseguiu falar desses assuntos “obrigatórios” de forma leve, sem panfletagem e até com naturalidade, o que na minha opinião, não deixa a história desinteressante para nenhum tipo leitor, mesmo os que tenham pensamentos políticos, ideológicos e culturais diferentes dos do autor.

Não é uma obra agressiva, mesmo sendo, na medida certa. Pois consegue confrontar, não uma parcela da população, mas sim, o brasileiro como um todo.

Ótimo quadrinho autoral, com pitadas de fantasia, sobrenatural, e a crueza da vida, misturadas em um único e surpreendente roteiro.

A história retrata a vida de Cleonice, filha de um garimpeiro, que viveu a vida toda atrás de um tesouro escondido por seu pai. O irmão de Cleonice partiu para uma vida de crimes, e quando sai da cadeia convida a irmã a fazer um assalto e assim, sair da vida difícil em que vive no garimpo.

Esse garimpo em questão, já se encontra abandonado e Cleonice é a última pessoa que ainda trabalha alí. Ela, em momentos, parece que vive rodeada por fantasmas, e em outros momentos, parece assombrada por seus próprios pensamentos. Uma história triste, mas muito bem contada e que nos faz refletir.

Gosto de histórias que me fazem refletir e pensar por horas.

Recomendo!

Recomendo, sem medo de errar!

Parabéns Shiko!

Viva o quadrinho nacional.



sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Cancelaram o Natal???

 




Ouvi dizer que o Natal seria cancelado! “Eita! mas por quê?” — pensei assustado.

Fui pesquisar se esse boato era verdadeiro e descobri que era mesmo! Ou pelo menos, poderia ser.

Nas minhas pesquisas, descobri que acreditar em Jesus se tornou quase que um tratado político, e que apenas os conservadores ainda acreditam nessa conversa mole. Descobri que reunião em família, com ceia, alegria, troca de presentes e espírito natalino não passa de uma tradição exploradora e repressora, a não ser, que se elimine o conteúdo espiritual da festa. Aí pode até ser que os smartfones se desliguem e que as pessoas possam conversar por alguns instantes.

Pra quê falar que Jesus nasceu em 25 de dezembro, se estamos preocupados em ajudar o velho Noel a esvaziar seu saco de presentes? Pra quê acreditar que o menino que simbolicamente nasceu hoje, (pois não temos a data correta de seu nascimento), veio ao mundo, para salvar a todos que nele acreditem e que o aceitem como único e suficiente salvador? Logo no Natal vocês vem com uma conversa dessas?

E na África? E na China? E nas nações muçulmanas? Lá nem Jesus e nem o papai Noel chegam? E como que faz? Eles não comem peru e nem panetone?

Esse é o tal espírito natalino?

Olha... Pra ser sincero, a China não acredita, mas enche o mundo com seus pisca-piscas, renas de plástico, bonecos de neve, e tudo o que é “plesente natalino plos tloxas dalem pala sua família”.

Os muçulmanos, budistas, zoroastristas, e crentes em outras religiões que não seja cristã, não aceitaram Jesus mesmo não! Mas a culpa é de Jesus?

Na África, em países extremamente pobres, na América latina e até em nichos da América do Norte e Europa, pessoas vivem em condições sub-humanas, mas isso não é só no Natal, não é culpa do papai Noel e nem de Jesus. A culpa é desse safado chamado: homo sapiens! Esse malandro não pensa no próximo o ano inteiro, joga seu lixo no quintal do vizinho e quando chega o Natal, alguns festejam sem peso algum na consciência, enquanto outros protestam nas festas de família, (mas sem deixar de morder na coxa do peru), porque sabem que passaram o ano inteiro e nem uma cesta básica levaram pra ajudar um necessitado em sua cidade!

Cristãos olham para pessoas dormindo em bancos de praças como se estes fizessem parte da paisagem, e não cristãos fazem a mesma coisa, mas acusam os cristãos de serem hipócritas.

Peraí homo sapiens! Ajudar alguém, reunir com a família, respeitar a crença do outro, sorrir, cantar, e se importar com a África não depende de religião! Isso é humanismo!

Hoje é Natal! Os cristãos acreditam que Jesus nasceu hoje. Os chineses acreditam que fazer bonequinhos de papai Noel é legal e quanto mais melhor. E apesar do movimento “cancelacionista” parece que nada vai mudar!

Infelizmente, pessoas que não respeitam a crença dos outros, pessoas comendo sobras, países morrendo de fome, países que estão sofrendo com governos repressores onde só uma pequena casta vive em boas condições, e gente reclamando da uva passa no salpicão, nunca vai acabar.

Sabem por quê? Porque o homo sapiens não gosta de uva passa!

Um feliz Natal a quem entende!

E um próximo ano novo com mais próximos, mais desprendimento de nosso mundinho e que no final do ano que vêm, mais pessoas possam ter em suas mesas, salpicão com uvas passas. Que comam, sem reclamar. Que aceitem quem aceita a Jesus e que encham mais o saco do papai Noel com porcarias chinesas!  

Feliz Natal!



sábado, 11 de dezembro de 2021

Meu novo "filho!"




Uma garotinha chamada Manoela, de oito anos, foi raptada por sequestradores profissionais.

Esses sequestradores exigiram dos pais da menina, o pagamento um milhão de reais e garantiram, que se não houvesse o pagamento, eles nunca mais veriam sua filha com vida.

Acontece, que o pai da Manoela é servente de pedreiro e a sua mãe, uma manicure!

Num primeiro momento, Luiz, o pai de Manoela, tentou resolver as coisas agindo por conta própria, pois os sequestradores explicaram que se a polícia fosse envolvida no caso, a menina poderia ser mutilada ou morta.

Raquel, a mãe da Manuela, temendo o pior, tanto por sua filha, quanto por seu marido, contatou os investigadores Alberto e Teixeira, que assumiram o caso, mesmo sem envolver toda a polícia para não causar alarde.

Esse é o fio condutor, que ligará os pontos na história do meu novo romance policial chamado: Contagem Regressiva.

Perguntas lógicas martelarão na cabeça dos investigadores, do delegado, do pai, da mãe de Manuela, e até dos leitores:

Por que sequestradores profissionais raptariam a filha de um servente e de uma manicure?

Como esses sequestradores pediram um milhão de reais, se parecia claro que os pais da menina não teriam como pagar?

Os pais da Manuela realmente não teriam como pagar?

Seria esse sequestro um acerto de contas?

Os pais da Manuela teriam algum segredo que escondiam até da polícia, mesmo botando em risco a vida de sua filha?

Quem sequestrou a pequenina Manoela? Quem era o mandante?

No decorrer da trama, os investigadores percebem que esse sequestro não era o que parecia ser. Pessoas importantes, pistas inacreditáveis e caminhos difíceis de entender, pipocam à todo momento, complicando cada vez mais o rumo das investigações.

Alberto e Teixeira, os mesmos investigadores do meu primeiro livro: “Você vai saber por quê”, voltam para solucionar esse sequestro, só que dessa vez, a tensão por envolver uma criança no caso, pode fazer com que os dois melhores investigadores da cidade de São Paulo, cometam alguns deslizes que podem ser fatais tanto para eles, quanto para a pequenina Manoela.

Tensão, humor, espanto, surpresas, reviravoltas, tristeza, ação e um final surpreendente. Isso é tudo que eu prometo com esse meu novo “filho”, que agora está à venda na loja da editora Uiclap.

Cliquem no link abaixo, adquiram seu exemplar e divirtam-se!


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sábado, 9 de outubro de 2021

Empoderamento x liberdade

 






Esses dias, conversando com um amigo tatuador que fez uma tatuagem no rosto eu falei:

— Rapaz, mas pra quê fazer uma tatoo dessas no rosto?

— Eu também não gosto, — ele disse com meio sorriso no rosto — mas tive que fazer como sinal de empoderamento.

— Como assim?

— Simples! Fazendo uma tatuagem no rosto eu provo para a sociedade que eu sou livre de suas regras, que faço o que quiser e não devo nada pra ninguém.

Depois que ele foi embora eu fiquei pensando: "Essa necessidade de provar para a sociedade que é livre e não deve nada pra ninguém já não seria uma falta de liberdade?"