terça-feira, 12 de maio de 2026

Ainda não é o Apocalipse

  

 Sei que não é da cultura blogueira, escrever e nem ler postagens longas.
 Mas escrevi esse conto e achei que deveria compartilhar com vocês, amigos.
 Acho que vão gostar. 




 
            Agnaldo nasceu e sempre viveu na favela do Cruzeirinho.
            Em sua cabeça não existia uma lembrança de criança que não contenha as ruas, as casas, as pessoas da favela.
            Ele e seus amigos correndo descalços, jogando bola em ruas de terra batida, desviando de poças de água de esgoto, que corria a céu aberto.
             De vez em quando a polícia era chamada, porque alguém encontrara um corpo em algum terreno baldio, ou já fedendo em algum dos barracos.
            Quando estava na adolescência, Agnaldo ajudou seu pai em várias obras pela cidade, trabalhando como ajudante de pintor de casas.
            Seu pai era o que popularmente e pejorativamente se chamava de — pintor meia-boca —, não era ruim e nem tão bom.
            Por isso nunca pegava as obras para administrar. Sempre trabalhava para alguém.   
            Entre idas e vindas trabalhando com seu pai, Agnaldo arrumou tempo para bater carteira, traficar, ser detento na Febem, ser cafetão de Isadora e Cyntia. Vender muamba do Paraguai, assaltar velhinhas e novinhas, até que um dia conheceu Jussara.
            Conheceu, namorou, fez sexo e mais sexo e virou pai.
            Olhando sua ficha corrida, um desavisado pode achar que ele tentava sobreviver da forma que sabia.  
            Depois que sua menina nasceu, ele resolveu tentar viver como um homem de bem.
            Trabalhou em uma barraca na feira, entregou jornal, aparou jardins, entregou lanche e marmitex e trabalhou de frentista de posto de gasolina.
            Tentou, mas seu jeito bruto e pouca escolaridade não o ajudavam muito.
            Jussara estava na terceira gravidez.
            E os problemas, de repente se amontoaram em sua cabeça.
            Aluguel, supermercado, água cortada, luz — gatificada e descoberta pelo vizinho.
            Tudo andava muito mal, então ele resolveu voltar a roubar.
            Agnaldo encontrou a vítima ideal, uma loja de roupas bem movimentada em frente a praça São Geraldo, perto do centro de Santana.
            Ele estava vigiando a loja há uma semana.
            O dono, que ele descobriu que se chamava Osmar, já tinha uma certa idade e sempre ficava sozinho no final do expediente.
            Esse Osmar, era um homem de 75 anos, alto, magro, de aparência tranquila e cordial. Era dono da loja: “Pague Pouco” há 40 anos.
            Sua veia comerciante, herdou de seu pai Juares, que também era comerciante e ensinou tudo o que sabia a Osmarzinho.
            Ao lado da loja Pague Pouco existe a igreja evangélica: Cristo é vida, onde o pastor Medeiros pastoreia cento e poucos membros fiéis.
            A obreira mais querida da igreja era Ana Cláudia.
            Baixinha, atarracada, com sorriso fácil e olhar atento às pessoas, ela era dedicada aos irmãos da igreja e o braço direito do pastor.
            Limpava a igreja, fazia compras, trabalhava na secretaria, cozinhava nos eventos e ainda fazia parte da recepção dos irmãos nos dias de culto. Fazia tudo voluntariamente e não aceitava nenhum tostão em troca.
            Na praça em frente à igreja, quando anoitecia, prostitutas, travestis, traficantes e usuários, faziam dali seu habitat, sem se preocuparem se estavam sendo observados ou não, pelos fiéis da igreja.
            Seu Osmar, como era o mais velho do quarteirão, acabou sendo "eleito", um tipo de síndico.
            Todos vinham reclamar com ele quando se sentiam ofendidos, como se ele pudesse fazer alguma coisa.
            Os irmãos da igreja reclamavam que a prostituição estava fazendo daquele lugar um inferno.
            As prostitutas e travestis reclamavam que a igreja estava tentando transformar esse inferno em um céu e que eles não queriam isso.
            Seu Osmar passava apertado com essa guerra e tentava socorrer dos dois lados, sempre tomando cuidado para não tomar partido.
            Agnaldo, decidido, com um revólver carregado na cintura, estava à espreita. Ele esperava o momento ideal para render o velho Osmar e roubar a loja.
            Durante toda a tarde andou pela praça sem dar pinta de suas intenções.
            Viu a Igreja acender as luzes e abrir seus portões.
            Viu as prostitutas, travestis e clientes começarem a transitar pela praça.
            Até que finalmente percebeu que seu Osmar estava sozinho na loja, quase na hora de encerrar o expediente.
            "É agora ou nunca" — pensou Agnaldo, que estava em um banco na praça ao lado do ponto de ônibus procurando encontrar coragem.
            Ele verificou as balas de sua arma, colocou-a dentro da jaqueta jeans e atravessou a rua.
            Quando estava quase no meio da rua e se preparando para sacar a arma, aconteceu o inesperado.
            Um apagão...
            Tudo escureceu, o mundo ficou na penumbra, São Paulo virou um breu.
            Apenas as lanternas e faróis de alguns carros iluminavam de vez em quando a rua.
            Ana Claudia, que estava na frente da igreja, correu para a porta da loja gritando:
            — Seu Osmar, a força acabou aí também? Parece que acabou na rua inteira.
            Nesse momento Agnaldo acabou de atravessar a rua e chegou à porta da loja junto com Ana.
No mesmo instante, Miguel, também conhecido na noite por Michaela, atravessou a rua correndo e entrou na loja:
            — Aiii seu Osmar, que escuridão! Cruzes! — exclamou o travesti se abanando.
            — Parece que esse apagão é dos grandes, — respondeu o velho Osmar — olhando ao longe e percebendo que não havia sinal de eletricidade.
              Oi mocinho! — falou Michaela olhando Agnaldo de cima abaixo.
            — Oi amigo... — respondeu Agnaldo numa tonalidade não muito amigável.
            — Nossa, que sério!
            — Parece que acabou a força no bairro todo. — falou Ana olhando para a rua.
            Seu Osmar, vindo de dentro da loja com o celular na mão e com as chaves da loja já enfiando na fechadura da enorme porta de vidro, avisou:
            — Aqui no radio tá falando que é um apagão gigantesco, igual aquele que ia dar no governo do Fernando Henrique, vocês se lembram? Parece que a coisa é feia. A cidade inteira parou.
            Quando viu Agnaldo parado na porta da loja, seu Osmar perguntou:
            — Oi rapaz, me desculpe, eu não vi você aí, precisa de alguma coisa? Eu tenho visto você aqui pela rua sempre, e sempre olha com carinho pra minha loja.
            — Com carinho mesmo senhor, eu vejo que sua loja tem um bom movimento. — respondeu                     Agnaldo já pensando que seu golpe tinha ido por água abaixo. Como roubar essa loja se o dono já tinha até percebido a presença dele olhando para sua loja? E com carinho...
            Nisso atravessa a rua toda afobada, Valdirene, uma prostituta antiga ali da área.
            — Ai gente! Estão falando que é um brêcauti! Que a energia do mundo está acabando, por causa da camada de “ozonho.”
            — Larga de ser boba menina, hahahahahahahaha, camada de “OZONHO.” — gargalhou Michaela. — Que puta burra.
            Todos se esborracharam de rir.
            — Osmarzim — irritou-se Valdirene — você vai deixar essa bicha me chamar de puta!
            — Olha Val... Eu acho que nessa briga aí, eu não tenho lugar de fala.
            — Bobagem Valdirene! Eu falei puta no sentido carinhoso! Nossa putinha mais velhinha e lindinha.
            — Vocês duas são engraçadas. — falou Ana Claudia dando risada.
            — Onde você ouviu falar que o blecaute tem a ver com a camada de ozônio, Valdirene?
             O Adão pingaiada, disse que escutou no rádio.
            — Ah... Agora está explicado — caçoou Osmar — o Adão bebinho, que não sabe nem onde está a própria cabeça? Só você mesmo, Valdirene.
            Nisso, vendo a movimentação na porta da loja, o pastor Medeiros veio ver o que acontecia com aquela turma que se esborrachava de rir.
            — O que está acontecendo aqui gente?
            — Fala pra ele Valdirene.
            — Eu não! Ele já acha que eu sou do capeta. Não vou dar motivo pra esse chato rir de mim.
            — Hahahahahahaha, (seu Osmar se contorcia de dor na barriga de tanto rir), conta pra ele mulher!
            — É que o Adão pingaiada, falou que a camada de “ozonho” fez as lâmpadas apagarem e a força acabar. E esses bobos estão rindo. Mas o Adão falou que escutou isso no rádio!
            — O Adão andarilho que mora no banco da praça?
            — Ele mesmo.
            — Que maluquice. Isso não existe irmã. E eu não acho que você seja do capeta, como você disse. Eu só acho que a forma que você e esse rapaz ganham a vida, uma forma errada.
           — Opa! Rapaz não senhor! Eu sou mulher, me respeita por favor! Eu só nasci num corpo errado!
          — Calma gente, — pediu Osmar apaziguando —   vamos fazer uma trégua hoje, que temos visita aqui. — apontou para Agnaldo que também sorria da situação.
            — Não irmãozinho, eu não vou te criticar. É que para mim é difícil te chamar de moça.
            — É bom mesmo pastor, porque o senhor nem sabe que eu crio dois meninos adotados e a Valdirene, cuida da mãe e da tia idosas com o dinheiro que a gente ganha aqui no “job”.
            — Mas não dá pra trabalhar com outra coisa?
            — Quem vai contratar um veado e uma puta velha seu pastor? Aqui não é o céu não viu!
            — Mas vocês têm que entender que eu não posso apoiar a atitude de vocês.
            — Mas o senhor tem que entender que nós temos que sobreviver e o que a gente sabe fazer é isso.
            — Eu não sabia desse negócio de criar filhos adotivos, e nem de você Valdirene, cuidar da sua mãe e tia idosas.
            — Se vocês quiserem uma ajuda da nossa igreja — falou Ana Cláudia se condoendo da situação — a gente tem várias cestas básicas que a gente distribui todos os meses. Podemos ajudar também. Mas logicamente que vocês têm que parar com essa vida.
            — Não estou pedindo esmola, moça!  — respondeu Michaela ríspida — eu acho que vocês têm mais é que respeitar a gente e a gente respeitar vocês. Cada um no seu quadrado!
          Percebendo que o clima estava ficando tenso, Osmar falou:
          — E aí meu rapaz, como é seu nome?
          — Agnaldo.
          — Não ligue pra esses aqui não. Eles não se entendem nunca.
          — Estou vendo mesmo. — respondeu Agnaldo sorrindo.
          — Seu Osmar — interrompeu Valdirene entrando no assunto — cadê seu carro pro senhor levar a gente embora?
          — Ih, Valdirene... Nem te falo. Minha esposa está com Alzheimer e eu já gastei tudo o que pude e o que não pude com ela...
            Agnaldo aguçou os ouvidos nessa parte.
            — ... e eu tive que vender duas casas que nós tínhamos de aluguel e meus dois carros. Como é só eu e a velha, nós não temos filhos, eu tenho que cuidar dela, pagar uma empregada, pagar home care, e ainda cuidar da loja.
          O pensamento do Agnaldo martelou sua cabeça, como um juiz implacável o condenando.
          — As coisas estão difíceis amiga. — concluiu Osmar.
          — O senhor não contou nada pra gente! — exclamou Michaela.
          — É que vocês são tão bons pra mim. Sempre companheiros e amigos aqui na
rua, que eu não quis deixá-los preocupados.
            O pastor Medeiros e a irmã Ana Claudia escutavam seu Osmar e não entenderam que eles, como crentes e amigos de Osmar, nunca perguntaram nada sobre a sua vida.
          — Mas eu estou orando a Deus para que me mande um rapaz de bom coração, para eu ensinar a trabalhar e me ajudar aqui na loja. Mas ninguém aparece para pedir emprego, e as moças que trabalham comigo não vão dar conta. Tem que carregar peso, levar e buscar coisas nos bairros. Não é fácil.
          Então Agnaldo interrompe seu Osmar:
          — Mas é por isso que eu estou rondando sua loja, para pedir emprego! Só que só tomei coragem hoje.
          — Esse apagão pode ser um sinal de Deus para o senhor, seu Osmar. Porque trouxe esse moço e a gente aqui para testificar como Deus é grande, e como ele faz as coisas! — profetizou Medeiros.
          Seu Osmar pensou um pouco, coçou a nuca, pensou mais um pouco, coçou mais uma vez a nuca, e falou:
          — Puxa vida Agnaldo, pode ser mesmo.
          — Que bom seu Osmar, o senhor parece um homem muito bom.
          — Se você vier aqui amanhã, a gente pode conversar direito e se a gente se entender, você pode começar a trabalhar aqui na loja comigo.
          — Só que eu não tenho experiência com comércio seu Osmar.
          — Tudo na vida a gente aprende Agnaldo.
          — Que bom! — falou Ana Claudia. — Essa nossa reunião aqui está muito boa mesmo! Eu nunca tinha conversado com vocês dois, — observou, apontando para Valdirene e Miguel — e se não fosse esse apagão talvez a gente nunca conversaria.
          — Ficamos sabendo das dificuldades do seu Osmar, que é nosso paizão, e ainda arrumamos emprego pro Agnaldo! — completou Medeiros. — Essa vida é engraçada mesmo.
            — Engraçado é eu acreditar no Adão pingaiada. — respondeu Valdirene. — A vida é linda! Será que vocês aceitam eu e a Michaela de vez em quando no culto da igreja?
          — Lógico que aceitamos! — respondeu o pastor Medeiros, dando uma medida
em Michaela, de cima abaixo. — mas...
          — Hahahahahahahaha, tudo bem pastor, eu entendi o olhar, quando eu for na igreja eu vou de machinho.
          O apagão continuou por horas e horas, o metrô parou, os taxis pararam por medo de pegar alguém perigoso, os ônibus trabalharam em lotação máxima, a superlotação deixou pessoas ilhadas nas ruas.
Muita gente não voltou para casa naquela noite.
Foram do serviço para a rua e os que moravam muito longe, resolveram voltar da rua para o serviço no dia seguinte.
Mas...
            No dia seguinte o sol raiou novamente e o mundo voltou a funcionar.

            Afinal, ainda não era o apocalipse.

         

       

25 comentários:

  1. André, me senti ali no meio desses persoonagens todos tão be,m delineados e descritos com detalhes de cada um e da situação por lá! Esse" brêcauti pela camadaq de ozonho" foi providencial... Até o Agnaldo mudou de ideia e achou um emprego, justo onde pretendia roubar! ADORI! Muitoi legl! abração, tudo de bom,chica

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    1. Oi Chica1
      Ah, que bomq ue gostou minha amiga.
      Eu gosto de escrever essas situações e diálogos.
      Obrigado!

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  2. Acho podias fazer mais coontos assim, tipo em pequenos capítulos. Iria dar IBOPE! Fica a sugestão!

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  3. André,

    ainda não consegui terminar tudo porque fui tentar ler durante um cafezinho e o movimento acabou me distraindo, mas mesmo assim quis comentar porque o que já li me pegou de verdade.

    Eu fui menina de rua e conheço muito desse universo que você descreve. Conheço as favelas, a dureza das ruas, os meninos crescendo rápido demais, aprendendo a sobreviver antes mesmo de aprender a viver. E talvez por isso seu texto tenha me feito refletir logo no começo. Tem cheiro de realidade ali, não de romantização. Gostei da forma como você apresenta o Agnaldo sem transformar ele num personagem simples. Dá para sentir o peso da vida empurrando alguém entre tentativa, erro, violência e sobrevivência. Também achei muito forte esse cenário da praça, da igreja, das prostitutas, dos travestis e do seu Osmar tentando manter algum equilíbrio no meio do da confusão. Parece aquelas esquinas que a cidade finge não enxergar, mas que existem cheias de contradição e dor.

    Seu conto tem atmosfera. Dá para visualizar a cena acontecendo. E isso é raro. Vou terminar de ler depois com mais calma, porque esse tipo de texto merece atenção de verdade, não leitura apressada no meio do barulho de uma cafeteria e de retorno ao trabalho 😊

    Abraço
    Fernanda

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    1. Oi Fernanda!
      Que bom que o texto te prendeu desde o início.
      Eu imaginei quando escrevi, um ajuntamento de pessoas diferentes, que estivessem passando pelo mesmo problema momentâneo e que acabassem se conhecendo mais intimamente.
      Imaginei tipo um grande divã onde todos, falhos, falariam ou pensariam em seus defeitos e problemas.
      Afinal, nós somos assim, né?
      Volte depois para terminar.
      Gostei muito das suas observações.

      O ruim de escrever coisas grandes aqui nno blog é que geralmennte ninguém lê.
      Kkkkkkkkkkkkkkkk.
      Mas eu sou teimoso.

      Um abraço.

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  4. Oi André, você tem um talento enorme para escrever diálogos fortes e que prendem a atenção! Eu sugiro que continue com eles, ficou maravilhoso!!
    E não se preocupe quando fica extenso. É claro que tem muitos que não leeem, mas seus leitores fiéis não perderão uma linha sequer e sairão, ao final, emocionados, assim como eu aqui estou!! Ora, você me conhece, meus textos nos blogs extrapolam no tamanho. Eu admito que eles são longos por demais, ainda mais nos tempos atuais em que as pessoas estão acostumadas com leituras supérfluas e vídeos rápidos das redes sociais.
    Mas o que importa é ser conduzido pela leitura e ao final torcer pelos personagens, onde a redenção aconteceu. Já estamos fartos de violência, de tristeza...Queremos ver que o mundo ainda pode dar certo, que o Apocalipse não chegou e que existe "humanidade" nos seres humanos!!!
    Eu amei e aplaudo de pé amigo!!
    PROSSIGA!! Você é um grande escritor!!!
    Abraços com todo o carinho do mundo!!! :)))))

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    1. Olá Adriana!
      Obrigado minha amiga!
      Você é muito gentil!!!

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  5. Meu amigo apocalíptico... Nada de "tirinha fraquinha", a camisinha é fundamental, e todo "bom careca" sabe disso! rsrsrsrs

    Nova Tirinha Publicada. 😼

    Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.

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    1. Não leu a postagem. Você é um mau garoto.

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    2. Você está enganado, Apóstolo Kojak, eu leio tudo, e embora eu esteja em desvantagem porque publico tirinhas e você publica epistolas bíblicas, eu leio até os comentários que parecem debates do Reddit. Coisa típica de gente rica. rsrsrsrs

      Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.

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    3. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  6. Eita que o homem tá inspirado. Muito bom o conto amigo André. Um abraço!

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  7. Uma reunião inusitada. Interações em momentos em que todo mundo tá no mesmo buraco são eficazes para construir bons relacionamentos. Agora, tenho a impressão que a camada dozonho deve mesmo ter alguma coisa a ver. E qual é desse pastor Medeiros? Será que é parente meu???

    Conto nota 10

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    1. Kkkkkkkkkkkkkk, pastor Medeiros também conhecido por Dudualdo Bú!

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  8. Andre,
    Que coisa mais deliciosa vir aqui
    e ler sua publicação!
    Amo ler textos que nos inspirem
    a acreditar no daqui a pouco.
    Como mulher poeta, teatróloga
    e diretora teatral
    me encantei com cada personagem,
    muito bem construídos e facil facil
    eu montaria um Esquete interessante.
    Maravilhosa Moral da História.
    Ah sim, estou quase pronta
    para comprar seu livro na Amazon.
    Terminei de ler alguns do Fabiano
    e do Luciano. O proximo será o seu.
    E em dica lá no Espelhando.
    Bjins e Abraço
    CatiahôAlc.

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  9. Eu terminaria com algo do tipo...
    "No dia seguinte, o Sol raiou novamente. O mundo voltou a funcionar.
    O apagão se foi, talvez, para nunca mais voltar. Agnaldo também."

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    1. Seria um bom final.
      Mas aí seria uma continuação e eu quis falar da reunião de pessoas improváveis e se confessando uns aos outros.

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    2. Fabiano, ninguém quer saber como VOCÊ terminaria o conto alheio. Escreva o seu e ponha o final que quiser. kkkkkkkkkkk tô zoando.

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    3. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
      Fica quieto Dudualdo Bú!!!

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  10. Ou você acredita mesmo que Agnaldo se regenerou? rsrs...

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  11. Eu escrevo essas postagens longas e só posto quando acho que ficaram realmente boas.
    Mas a gente pode se enganar.
    E se a gente for ficar chateado por quem não lê, fica doido.
    Um abraço minha amiga Ivone!

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  12. Nada como a integração da sociedade, com todos os seus retalhos, cada um com sua importância e individualidade, principalmente. Sempre há um jeito de conciliação, o negócio é boa vontade. Ri demais do trecho: os fiéis reclamando que as prostitutas queriam fazer do lugar, um inferno, e as prostitutas reclamando que os fiéis queriam fazer do ambiente, um céu rs rs. Cada um no seu quadrado rs rs.

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