quarta-feira, 25 de abril de 2018
segunda-feira, 19 de março de 2018
Cadê o Chapolim?
Parece
que nós estamos mesmo chegando ao fundo do poço.
O
Brasil está retalhado, moído, destruído, esfacelado e os candidatos a herói nas
próximas eleições são os mesmos bandidos de sempre...
A
mídia comprada e corrupta apoia os meninos maus, e os intelectuais e formadores
de opinião venderam a alma pro capeta.
Não
sei não... Acho que dessa vez, se o povo não acordar a gente vai dar descarga e
mandar o país para o esgoto. Isso é, se o esgoto nos aceitar!
Não
temos escolas, não temos estradas, não temos hospitais, não temos justiça, não
temos polícia, não temos nem forças armadas, não temos nada, a não ser o Pablo
Vitar e a Jojo Todinho, que eu não ouso em falar mal, porque amanhã um monde de
lunático aparece por aqui me chamando de ultrapassado, puritano e radical.
E
para colocar mais azeite na nossa maionese estragada, nós ainda olhamos para
países que conseguem a feito de estarem piores que nós e achamos bonitinho.
Prestem atenção nos políticos apoiando os governos da Venezuela e da Bolívia.
Mandem eles falarem para os venezuelanos voltarem para o paraíso... Ou melhor, deixem
os venezuelanos aqui, e vão eles todos para a put... Ops! Quer dizer... Vão
todos para a Venezuela, já que lá é tão bom, cambada de éguas.
Meu
Deus, que monstro nós criamos... Acho que nem o Chapolim Colorado poderá nos
defender.
terça-feira, 6 de março de 2018
Prefácio: A cabeça de Holofernes
Meu amigo Marcelo Rua, grande escritor, me deu a honra de prefaciar seu livro: A cabeça de Holofernes.
Espero que tenha ficado à altura de sua grande obra.
Fiz
amizade com Marcelo através da editora que publicou nossos primeiros livros, e
por isso ganhei de presente: “Os dias voláteis”, que foi meu primeiro contato
com sua escrita.
Confesso
que fiquei até meio abobado, quando me peguei envolvido com o enredo e os
personagens do livro.
O
Marcelo conseguiu me transportar de volta para os anos 80, e me fez reviver
muitas das minhas memórias, sem criar um sentimento nostálgico na leitura, pois
a história apesar de ter referências dos anos 80, poderia muito bem ser vivida
nos dias de hoje.
Seu
segundo livro: “As vagas gigantes”, me caiu como uma continuação friamente
calculada e bem escrita, para o que viria a seguir.
Os
livros podem muito bem ser lidos separadamente, pois o leitor fica satisfeito
com seus desfechos individuais, mas, pra quem leu o primeiro e leu o segundo,
não poderia ficar sem o grande final: “A Cabeça de Holofernes”.
Engraçado
que apesar de todos os livros serem muito bem escritos e interessantes, a gente
consegue ver a maturação do Marcelo e como ele cresceu como escritor de um
livro para o outro. Sua escrita melhora livro após livro e isso chega a
emocionar quem o acompanha.
Justamente
por isso, que eu considero “A Cabeça de Holofernes” como o melhor da trilogia,
porque aqui, a história envolve muito mais o leitor, com pitadas de humor e
sarcasmo na medida certa, que só com olhos atentos e conhecedores dos três
livros é que podem notar. Os cenários são detalhados de uma forma que a gente
consegue enxergar as nuances e minimalismos da descrição. Os sentimentos e
atitudes dos personagens são claramente sentidos e falados por eles mesmos, as
vezes irresponsavelmente e irreverentemente, e isso é maravilhoso, pois cada um
parece ter vida própria e não são cópias mal acabadas do próprio Marcelo, como
vemos em tantos livros, onde os personagens não tem personalidade, são superficiais
e politicamente corretos à medida do que o autor acredita.
Desejo
vida longa à carreira literária do Marcelo, e, como já lhe disse uma vez: ele é
um autor que faz o cotidiano ficar interessante, e isso é para bem pouca gente!
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
A história de muita gente
Anderson estudou do
primário até a sexta série com Paulinho, os dois moravam na mesma rua e eram
amigos inseparáveis. Anderson se formou em medicina e Paulinho trabalha como
mecânico em uma oficina. Hoje os dois se encontraram num dos corredores do
supermercado, Paulinho ficou muito feliz e Anderson passou por ele fazendo de
conta que não o havia visto.
Paulinho não entendeu...
Carla era amiga de
Rebeca e Ana Luisa, elas fizeram balé, catecismo, teatro e inglês juntas. Sempre
que podiam as meninas se reuniam para ir ao shopping passear, para ir ao
cinema, ou simplesmente para papear. Elas eram grandes amigas. Carla se tornou
uma grande atriz de cinema e novela, Rebeca trabalha de secretária e Ana Luisa
tem um pequeno box numa galeria onde vende tranqueiras importadas da China.
Hoje elas se encontraram num salão de cabeleireiro e enquanto Rebeca e Ana
Luisa ficaram muito felizes ao ver Carla, ela foi para uma sala privada do
salão e fez de conta que não conhecia nenhuma das duas.
Rebeca e Ana Luisa não
entenderam.
Antônia foi babá de
Alfredo, cuidou dele desde o nascimento até quando ele completou treze anos.
Ela era uma verdadeira mãe pra ele, pois a mãe biológica trabalhava o dia todo
e era Antônia quem dava carinho, atenção e educação para o menino. Hoje, Alfredo
tem uma rede de restaurantes, e Antônia, aposentada, passa a vida com seu
marido em sua casa, cuidando dos netos. Alfredo saiu de um de seus restaurantes
e Antônia estava em frente esperando o ônibus no ponto, a velhinha viu “seu
menino” saindo e ficou feliz em vê-lo, Alfredo a reconheceu, e por isso, levantou
os vidros de seu carro passando por ela desviando o olhar.
Antônia não entendeu.
Jânio começou a
trabalhar desde menino na loja de seu Valter, este foi seu primeiro emprego.
Seu Valter ensinou o pequenino Jânio a ter responsabilidade e também o ofício
que é ser um vendedor. Seu Valter era muito generoso e ajudou Jânio a pagar sua
faculdade, e depois de formado, quando ele saiu para trabalhar numa grande
indústria como gerente administrativo, Seu Valter acertou todos os seus
direitos e ainda deu-lhe uma ótima gratificação pelos anos em que o menino fora
tão fiel em vestir a camisa da sua lojinha. Hoje os dois vinham pela mesma
calçada, Seu Valter ficou feliz em ver Jânio de terno e gravata vindo em sua
direção, a imagem daquele menino pobre que um dia ele acolhera e ensinara tudo
o que sabia na sua loja, veio à sua mente, e o velhinho sentiu-se orgulhoso.
Jânio a poucos metros de Seu Valter, olhou pra ele como se olhasse uma paisagem
e atravessou a rua, virando a cara como se não o tivesse reconhecido.
Seu Valter não
entendeu...
Paulinho, Rebeca, Ana
Luisa, dona Antônia e Seu Valter não conseguiram entender, porque durante todo
o relacionamento que tiveram com seus amigos, sempre foram sinceros e nunca
usaram máscaras. Seus corações eram puros, e eles não entendiam como uma pessoa
poderia ter mudado tanto com o passar dos anos.
O que eles não sabiam, é
que essas pessoas que hoje os ignoraram, na verdade não mudaram nada. Apenas
não haviam tido a chance "até hoje" de mostrarem quem eles eram de
verdade.
Por isso eles ficaram
tristes, por isso eles ficaram sem entender. Afinal eles gostavam dos amigos e
possivelmente ainda vão continuar gostando, porque em suas mentes, essa atitude
de hoje vai ser apagada, e apenas as lembranças dos velhos tempos e que vão
continuar vivas. Porque eles são amigos, e amigos são para sempre.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
A crença e a loucura da crença.
Deus criou o mundo.
Criou? Tem gente que fala que não.
Quem diz que não, acredita no big
bang, nas forças cósmicas, na evolução da espécie e nos astronautas antigos.
No que é mais fácil acreditar?
Jesus é o próprio Deus encarnado em
um homem.
Encarnado num homem? Tem gente que
fala que não.
Quem diz que não, acredita apenas
que ele seja um profeta, ou um espírito evoluído, ou que ele nem existiu. Ainda
existe a teoria de que Buda, Jesus, Gandhi e tantos outros, sejam a mesma
pessoa.
No que é mais fácil acreditar?
O problema não é acreditar no mais
fácil, e sim, acreditar no que sua compreensão entender. É difícil entender um
Deus que criou tudo, e que viu essa criação se perder, e que para redimir essa
criação, ele mandou seu próprio filho, que na verdade em essência é Ele mesmo,
para morrer sem pecado e assim justificar a todo aquele que nele crê.
Isso é loucura!
Mais loucura ainda é formular uma
ideia onde a gente não é nada, e que dentro do nosso nada, somos totalmente
dependentes de Cristo para virarmos algo! Nosso ego não deixa uma ideia dessas
florescer na nossa mente. Nossa falta de humildade não nos deixa pensar assim.
Na verdade, nós achamos que o homem vai evoluir tanto que um dia vai virar um
deus. Afinal, nós usamos apenas 15% de nosso cérebro...
É loucura mesmo gente.
Eu também acho loucura o islâmico
chegar ao ponto de ser um homem bomba, acho loucura um monge tibetano viver
recluso no mosteiro a vida inteira, acho loucura o Haitiano ter como religião
oficial o Vodu, acho loucura o hinduísmo com milhares de deuses e
divindades... Eu não entendo isso! No meu entendimento cristão eu tenho certeza
que estou no caminho certo, mas no entendimento desses que citei e de outros
incontáveis tipos de religião, eles também tem certeza de que estão no caminho
certo.
A crença é uma loucura! Mas a crença
em Jesus é a mais louca delas, e é por isso que os cristãos acreditam que é
necessário que o Espírito Santo de Deus, (que na verdade também faz parte da
essência Dele assim como Jesus), tem que primeiro tocar no coração do homem,
para que o homem através da Bíblia e do poder dessa força do Espírito Santo,
possa assim ter o discernimento de quem é Deus e da dificuldade que é seguir
seus preceitos, e assim poder aceitar ou rejeitar a Jesus.
Sei que é mesmo difícil de entender,
por isso, proponho uma meditação sobre o assunto, porque eu sou cristão, me
acho dono da verdade, mas como eu já disse, a verdade de cada um depende da sua
capacidade de entendimento. Talvez a sua capacidade seja tão elevada que eu
ainda terei que penar para chegar ao seu entendimento, mas talvez, o meu
entendimento seja melhor que o seu... Pra isso somos humanos. Feitos da mesma
massa, vivendo no mesmo mundo, mas professando crenças diferentes, afinal
estamos em tratamento. Alguns cristãos se acham eleitos de Deus e o resto é
resto, eu, já acho que Deus, através do sacrifício de Jesus Cristo, quer alcançar a todos, e salvar os que crerem. Mas
apenas os que crerem...
Pense
nisso!
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Baú de fantasias
Ele abriu o guarda roupas, e remexeu
as colchas e cobertas, até que lá no fundo encontrou o velho baú.
Com cuidado ele colocou o baú sobre
a cama e depois de pensar um pouco sobre os anos e as lembranças que aquele baú
lhe traria, criou coragem e abriu.
Dentro do baú estavam dobradas, uma
em cima da outra, bem arrumadinhas, as velhas fantasias de carnaval que ele
usara no passado. Cada fantasia era de uma fase de sua vida, e por isso,
algumas fantasias traziam bons e engraçados momentos, mas outras, traziam pensamentos
tristes, que ele queria esquecer pra sempre.
Naqueles anos, a vida era outra, uma
vida inconsequente, sem regras e sem lei. Ele vivia por viver, queria chegar ao
fim de cada dia com o sentimento de que não poderia ter feito melhor...
Coitado!
Os anos se passavam e as desilusões
vinham aos montes, e como se sua vida fosse uma bateria de celular, carregando além
do necessário, ele acumulava essas desilusões até quase estourar, mas, como num
passe de mágica, essa carga negativa era gasta em uma maratona frenética que
durava cinco noites e quatro matinês!
Cada uma daquelas fantasias dentro
do baú significava um descarrego desses, cada fantasia um carnaval, onde ele se
transformava no folião mais feliz do mundo!
Pena que depois dos cinco dias o
celular já estava novamente na tomada carregando sua bateria.
O tempo passou e ele percebeu que a
vida não pode ser isso. Um acúmulo de coisas ruins, gastas em parcos momentos
de euforia. Ele percebeu que a vida tem que ser vivida de forma que as energias
negativas, os pensamentos e desilusões, não façam ninhos em sua cabeça e nem
entrem como inquilinos em seu coração.
Ele dobrou as fantasias e as guardou
novamente no baú.
Pensou em jogar o baú fora, mas isso
seria covardia com o seu passado, e por isso, apenas o guardou novamente lá no
fundo do guarda roupas.
Ele sorriu, porque caindo em si, percebeu que não precisava mais desses cinco dias de folias desenfreadas para
ser feliz, e o pior, ele balançou a cabeça caçoando dele mesmo, quando lembrou
que em sua trilha sonora diária não tem nenhuma marchinha de carnaval, nem pagode
e nem axé! Aliás, ele detesta axé!
“– Meu Deus, - disse consigo
mesmo – como sou mais feliz hoje!”
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Santa ignorância Batman; final
Eu comecei um raciocínio aqui no blog a duas postagens
atrás, me baseando no documentário “Decifrando heróis” do canal History, onde
se mostra que os super heróis foram usados pelo governo americano ao longo da
história para massificar ideias e diretrizes de conduta para a sociedade
americana, e que de tabela (essa conclusão é minha), as sociedades de outros
países acabaram incorporando esse mesmo pensamento, e que por isso o mundo se
americanizou tanto.
Depois eu coloquei na conversa, alguns artistas
brasileiros que ficaram famosos por fazerem anti-heróis, como eles mesmos
classificaram seus personagens, que através do humor, quebravam todas as regras
do que hoje se chama politicamente correto.
Nos anos 80 pelo menos 5 de cada 10 crianças e
adolescentes tinham o hábito de ler histórias em quadrinhos, e hoje, infelizmente
esse dado despencou. Eu conversei com um amigo dono da banca de jornais e ele
me disse que quem lê hoje em dia é o cidadão de trinta e cinco anos pra frente,
e que a moçada não quer mais saber de quadrinhos. Lógico que alguns gatos
pingados adolescentes ainda acompanham tudo o que é lançado, colecionam,
debatem, discutem, entendem, mas não tem 20 amigos reais, (não virtuais), que
tem o mesmo gosto que eles. Por isso, pelo fato de ser uma criança dos anos 80, e saber da situação dos quadrinhos hoje em dia, é que optei por esse tema.
Usei os quadrinhos para levantar a ideia de que
a arte pode servir tanto para construir, como para destruir ideias e paradigmas, mas poderia falar de cinema, literatura,
jornalismo, televisão, que tudo daria na mesma conclusão.
Infelizmente nossos intelectuais se infectaram com o
gramscismo, que é uma teoria elaborada pelo filósofo marxista Antônio Gramsci,
onde a desconstrução da sociedade é necessária para a reforma da mesma nos
moldes marxistas. Nossos políticos, principalmente do PSDB e PT, ao atingirem o
poder começaram lenta e paulatinamente essa desconstrução, e um dos pilares
fundamentais da sociedade que é a educação foi o mais atingido. Nossos artistas
e intelectuais, (logicamente que não generalizando), embarcaram nessas ideias e
influenciaram muita gente, talvez até inconscientemente trabalhando para esse
caminho.
O que eu achei engraçado aqui nessas postagens é que
alguns amigos comentaram que realmente os heróis americanos influenciaram a
sociedade do mundo em geral, mas não concordaram que os quadrinhos brasileiros
influenciaram a sociedade daqui! Acho isso uma incoerência de pensamento ou
algum tipo de bairrismo, mas isso é facilmente explicado quando a gente nota
que essas pessoas agiram com o coração, e por isso enxergaram o micro e não o
macro.
Aliás, nossos maiores erros existem porque sempre
enxergamos o micro, que nos é importante e pessoal, e não enxergamos o macro,
que tem uma importância muito maior, mas é impessoal num primeiro momento, mas
que se formos seguindo as pistas, vamos ver que somos sim indiretamente
atingidos.
Não dá dizer que a imprensa e a mídia, seja ela escrita,
falada, jornalística ou artística não influenciam o cidadão comum.
Eu acho até bonito as pessoas inocentemente lutarem para
defender a ideia de que seus artistas e ídolos, escondidos atrás da palavra
ARTE, se tornam seres além do bem e do mal, e por isso, incontestáveis, mas esse
modo de pensar não cabe mais nos dias de hoje.
Não se trata de caretice, e nem chatice, nem puritanismo,
se trata de dialogar e olhar para o macro! Nossa arte está doente, nossa escola
está doente, nossa sociedade está doente, e nós só estamos olhando para o nosso
mundinho. Eu me incluo nessa.
Um amigo que atacou ferozmente essa série de postagens,
me chamou em off no facebook e me parabenizou por ter a coragem de falar contra
a maioria, e disse que mesmo não concordando 100% com o que eu disse, o nosso
bate papo aqui serviu para ele pensar em coisas que nem tinha se tocado. Fiquei
feliz com isso, pois foi essa mesma, a ideia da postagem.
Obrigado pelos seus comentários, afinal, à favor ou
contra, nós estamos dialogando e isso é bom!
Assinar:
Postagens (Atom)





