sexta-feira, 25 de maio de 2018

Viva la revolución!



Os caminhoneiros pararam e junto com eles o Brasil também parou. Se essa greve continuar, daqui a uns dias vai começar a pipocar nas casas das pessoas  outros probleminhas, porque vai faltar gás, faltar comida, faltar combustível, faltar produtos de higiene e até, para desespero geral da nação, vai faltar carne, carvão e cerveja! E isso perto da copa do mundo! Meu Deus, eu estou prevendo uma guerra se isso acontecer.
Eu estou apoiando essa greve por enquanto, estou apoiando porque ela é justa. O combustível do Brasil é o mais caro do mundo, e o imposto cobrado sobre ele é   exorbitante e isso atrapalha diretamente a vida dos caminhoneiros, que estão provando mais uma vez a sua importância no dia a dia do país.
Um fato que não dá pra gente aceitar, é esse, do combustível brasileiro ser o mais caro do mundo, isso porque a nossa maior empresa, justamente é uma empresa que fabrica combustível. 
Se bem, que os maiores rombos na nossa economia, os maiores desvios de dinheiro, o maior braço da quadrilha política corrupta que comanda o país, está justamente dentro dessa empresa, então, esse preço praticado e esse imposto a gente já sabe pra onde que vai né? Vai pra cueca de uns, pros triplex de outros, pras fazendas de outros, para viagens maravilhosas ao redor do mundo, para joias caríssimas dadas de presente para primeiras, segundas e até terceiras damas por aí, e, especificamente esse ano, vai também para as campanhas políticas do pessoal do esquemão corrupto, afinal, esse ano é de eleição.
Um problema que estou vendo nessa greve, é o fato dos caminhoneiros terem coragem de dar a cara a tapa, exigindo mudanças que são boas para todos os brasileiros, enquanto o pessoal do comércio aproveita a falta de produtos para enfiar a faca e sangrar o povo, em uma atitude aproveitadora e covarde!
Eu acho que nós que estamos ilhados em nossas cidades, a mercê desses tubarões, tão aproveitadores e mesquinhos quanto a classe deplorável dos nossos políticos, deveríamos anotar em nossos caderninhos o nome de todas as empresas que nos exploraram nesses dias de greve, e depois, quando tudo voltar ao normal, nunca mais colocarmos os pés nesses estabelecimentos.
Porque se os caminhoneiros fizerem a parte deles, e a gente continuar a agir como bobinhos, sendo chutados pra cá e pra lá, pelas pessoas que detém o poder econômico, nunca a situação vai mudar.
Falando em mudar a situação, outra coisa que seria bom para o Brasil, nesse ano de eleições tão importantes, seria a Argentina ganhar a copa do mundo, ou o Brasil tomar mais sete da Alemanha, porque, se a seleção do “mago” Tite e do “extraordinário” Neymar ganhar a copa do mundo, aí esquece… O brasileiro burrão vai achar que tudo está bem, e vai votar nos mesmos de sempre, e a ciranda da corrupção vai continuar até a copa que vem.
Então amigos do bem, vamos torcer pela falta de carne, de carvão, de cerveja e a favor da Argentina! Se essa torcida der certo, é revolução na certa!












quinta-feira, 17 de maio de 2018

Ainda desenhando









segunda-feira, 7 de maio de 2018

terça-feira, 1 de maio de 2018

Vingadores - Guerra infinita







Existe um vilão nos quadrinhos Marvel, que é um semi-deus maluco que tem vontade de dizimar metade dos seres de todo o Cosmo, porque segundo ele os planetas são finitos e os seres estão sugando a vida desses planetas.
Mas, mesmo ele sendo um semi-deus, nos quadrinhos ele sempre é derrotado, hora pelo Quarteto Fantástico, hora pelo Adam Warlock, que é maluco igual a ele, hora pelo Dr. Estranho, mas, gente... O Thanos do filme “Vingadores guerra infinita”, é mais mal e poderoso que o dos quadrinhos muitas vezes... Puxa, dessa vez, acho que nem o Chapolim vai nos salvar.
A maioria dos heróis mais populares do universo Marvel, isso tirando os que estão sob o domínio da FOX e da Sony, que são: Quarteto Fantástico e X-men, aparecem pra luta, e olha amigos... Que luta.
No fim, o fim não tem fim, e o segundo filme, que aliás já está bem adiantado, se faz necessário, e pelo visto alguns heróis que não apareceram dessa vez, estão escalados para o próximo, porque se eles não vierem, aí o mundo tá perdido mesmo. 
Puxa... Bem que a Fox e a Sony podiam liberar seus heróis, e a Netflix também, porque acho que o Punho de Ferro, o Demolidor, O Luke Cage e a turma toda iria ajudar um pouco.
Quem não foi ao cinema, pode ir sem medo, que é diversão pura, do início ao fim.
O único adendo chato, são as roupas malucas que o Homem de Ferro anda fazendo pro Homem Aranha, que na verdade não tem nada a ver com o personagem das HQ.





quarta-feira, 25 de abril de 2018

Eu conheço um ratinho...







segunda-feira, 19 de março de 2018

Cadê o Chapolim?







Parece que nós estamos mesmo chegando ao fundo do poço.
O Brasil está retalhado, moído, destruído, esfacelado e os candidatos a herói nas próximas eleições são os mesmos bandidos de sempre...
A mídia comprada e corrupta apoia os meninos maus, e os intelectuais e formadores de opinião venderam a alma pro capeta.
Não sei não... Acho que dessa vez, se o povo não acordar a gente vai dar descarga e mandar o país para o esgoto. Isso é, se o esgoto nos aceitar!
Não temos escolas, não temos estradas, não temos hospitais, não temos justiça, não temos polícia, não temos nem forças armadas, não temos nada, a não ser o Pablo Vitar e a Jojo Todinho, que eu não ouso em falar mal, porque amanhã um monde de lunático aparece por aqui me chamando de ultrapassado, puritano e radical.
E para colocar mais azeite na nossa maionese estragada, nós ainda olhamos para países que conseguem a feito de estarem piores que nós e achamos bonitinho. Prestem atenção nos políticos apoiando os governos da Venezuela e da Bolívia. Mandem eles falarem para os venezuelanos voltarem para o paraíso... Ou melhor, deixem os venezuelanos aqui, e vão eles todos para a put... Ops! Quer dizer... Vão todos para a Venezuela, já que lá é tão bom, cambada de éguas.
Meu Deus, que monstro nós criamos... Acho que nem o Chapolim Colorado poderá nos defender.





terça-feira, 6 de março de 2018

Prefácio: A cabeça de Holofernes







Meu amigo Marcelo Rua, grande escritor, me deu a honra de prefaciar seu livro: A cabeça de Holofernes. 
Espero que tenha ficado à altura de sua grande obra.


Fiz amizade com Marcelo através da editora que publicou nossos primeiros livros, e por isso ganhei de presente: “Os dias voláteis”, que foi meu primeiro contato com sua escrita.
Confesso que fiquei até meio abobado, quando me peguei envolvido com o enredo e os personagens do livro.
O Marcelo conseguiu me transportar de volta para os anos 80, e me fez reviver muitas das minhas memórias, sem criar um sentimento nostálgico na leitura, pois a história apesar de ter referências dos anos 80, poderia muito bem ser vivida nos dias de hoje.
Seu segundo livro: “As vagas gigantes”, me caiu como uma continuação friamente calculada e bem escrita, para o que viria a seguir.
Os livros podem muito bem ser lidos separadamente, pois o leitor fica satisfeito com seus desfechos individuais, mas, pra quem leu o primeiro e leu o segundo, não poderia ficar sem o grande final: “A Cabeça de Holofernes”.
Engraçado que apesar de todos os livros serem muito bem escritos e interessantes, a gente consegue ver a maturação do Marcelo e como ele cresceu como escritor de um livro para o outro. Sua escrita melhora livro após livro e isso chega a emocionar quem o acompanha.
Justamente por isso, que eu considero “A Cabeça de Holofernes” como o melhor da trilogia, porque aqui, a história envolve muito mais o leitor, com pitadas de humor e sarcasmo na medida certa, que só com olhos atentos e conhecedores dos três livros é que podem notar. Os cenários são detalhados de uma forma que a gente consegue enxergar as nuances e minimalismos da descrição. Os sentimentos e atitudes dos personagens são claramente sentidos e falados por eles mesmos, as vezes irresponsavelmente e irreverentemente, e isso é maravilhoso, pois cada um parece ter vida própria e não são cópias mal acabadas do próprio Marcelo, como vemos em tantos livros, onde os personagens não tem personalidade, são superficiais e politicamente corretos à medida do que o autor acredita.
Desejo vida longa à carreira literária do Marcelo, e, como já lhe disse uma vez: ele é um autor que faz o cotidiano ficar interessante, e isso é para bem pouca gente!