sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Fagulhas






A vida se vive.
Se vive enquanto está vivo, porque agora mesmo... Puft!
A vida escapa.
Escapa como escapa a fagulha do motor quando a gasolina acaba.
Sem fagulha o motor não funciona.
Sem fagulha não se vive.
Os sonhos são fagulhas, e por sonhos fazemos loucuras.
Viajamos longe.
Corremos muito.
Por sonhos mesquinhos fazemos loucuras mesquinhas.
Tentamos chegar onde nosso tanque de fagulhas não deixa.
Por isso, acabamos destroçando sonhos alheios.
Sonhos destroçados comovem.
Comovem e emocionam.
Mas os sonhos, por mais bonitos que sejam, dependem das fagulhas da vida.
E a vida, implacável, pode, sem avisar, acabar na próxima curva, na próxima montanha, no próximo respiro, na próxima gota.
Na última fagulha...
Assim acabam os sonhos dos bem aventurados.
Bem aventurados aqueles que sonham até a última fagulha, pois em sua lápide terão o privilégio de gravar:
Viveu, sonhou e se foi, mas se foi sonhando, pois não desistiu nunca!





quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Bulling!


Olá amigos, tudo bem?
Puxa, faz tempo que não posto nada por aqui hein!
Que férias compridas...
Hoje não aguentei, pois escrevi esse texto em um momento de descanso e resolvi matar a saudade de blogar.
Um abração a todos, e logo, logo, estarei por aqui de novo, firme e forte!






- Oi Pedro, tudo bem?
- Nada bem.
- Uai, porquê?
- Você acredita que uma menina está fazendo bulling com o Pedrinho lá na escola dele?
- Bulling? M... mas de que tipo?
- Ah... Ela chama o Pedrinho de quatro zóio, rolha de poço, troço de elefante, essas coisas.
- Coitado Pedro, só porque ele é gordinho e usa óculos...
- Só!
- E você sabe qual menina é essa?
- Sei sim, uma magrela sardenta, se chama Cláudia. Uma menina horrorosa, tão magra e alta que parece uma vara de cutucar estrela.
- Ah, você se lembra da Tânia, que a gente chamava assim quando era criança?
- Lembro, ela era irmão do boca de lata.
- Boca de lata?
- É o Carlos cabeção, que usava aparelho, e a gente chamava ele de boca de lata.
- É verdade... O Boca de lata se sentava do lado do Júlio cara amassada.
- Isso, hahahahaha, o Júlio japonês, que a gente chamava de cara amassada.
- Hahahahaha, como era bom no nosso tempo né?
- É... A gente colocava apelido em todo mundo e ninguém reclamava.
- Pelo contrário, as pessoas se esforçavam pra arrumar um apelido ou uma fofoca bem pior pra gente.
- É... Mas os tempos mudaram e essa magrela me paga! Vou lá reclamar com aquele careca do pai dela, e ela vai ver só. O Pedrinho chegou chorando hoje em casa.
- Quem é o pai dela?
- O Osvaldo careca, ele também estudou com a gente.
- Osvaldo careca?
- Na nossa época ele tinha cabelo, mas a gente chamava ele de pintor de rodapé.
- O Osvaldo anão de jardim?
- Ele mesmo! Lembra que ele chorava quando a gente falava que ele atravessava a rua correndo pra pegar impulso pra pular na guia?
- É mesmo Pedro! Hahahahahaha. Quando a gente fazia ele chorar era a nossa glória!
- Então, agora a sardenta magrela da filha dele está enchendo o saco do Pedrinho!
- Ah, Pedro, quer saber! Se eu fosse você, eu falava mesmo com ele, e se não resolver, eu falava na diretoria da escola ou dava parte na polícia!
- Isso mesmo! Acho que é isso que vou fazer!





sábado, 2 de julho de 2016

Vou alí






Olá!
Hoje, olhando para meu blog, reparando nas minhas idéias e percebendo prioridades, eu percebi que não estou correspondendo nem aos leitores do blog e nem a mim mesmo.
Estou capengando na blogosfera, como um zumbi, morto vivo, paciente de alguma UTI da internet.
Resolvi parar um pouco, e recarregar minhas baterias blogosféricas.
Infelizmente estou sem tempo de dar a atenção devida aos companheiros de outros blogs e por isso, ando recebendo a visita só dos amigos de verdade e leitores que gostam de tudo que escrevo.
Infelizmente esse mundo da blogosfera é um mundo de trocas e eu no momento estou sem nada para oferecer... Nem idéias e nem tempo.
Espero voltar em breve. Com a cabeça mais leve e com idéias mais claras para blogar.
No momento minhas idéias estão voltadas para escritas mais trabalhosas. Estou pensando em terminar o segundo livro, e outro está querendo nascer antes do tempo, e por isso, estou me cobrando muito, pois levo isso aqui a sério, assim como levo muito a sério o meu lado escritor. Mas para um pai de família, que escreve apenas nas oras vagas, o serviço acaba acumulando e eu não faço nem uma coisa e nem outra da forma como deveria fazer.
Por isso, vou ali e prometo voltar logo.
Não tão logo, mas prometo voltar!






quinta-feira, 23 de junho de 2016

O blues


Escuto um blues.
Sempre escuto muitos blues.
Penso na vida, como se a vida fosse um emaranhado de muitos blues. Com seus velhinhos tocando guitarra, com suas divas soltando a voz. Com acordes que fazem sonhar.
O blues consegue ser melancólico sem ser. Consegue ser feliz sem ser. Consegue emocionar sem pretender, consegue ser blues, apenas blues.
No blues a beleza não está na figura esguia ou bombada de quem canta, no blues, a beleza vem da alma.
O olhar do bluesman já anuncia antes que o som da gaita chegue até seus ouvidos: Essa música foi feita pra te tocar, pra te abençoar, pra mexer com sua alma... Com seu dia, com seus sonhos e, com a forma que você tem de encarar a vida.
Parece bobeira, mas a vida com blues é muito mais fácil de viver!












sábado, 18 de junho de 2016

Tic, tic, tic...






Os acordes das palavras pulsam na ponta dos dedos, ao som do tic, tic, do teclado do computador.
Isso funciona para o escritor assim como a seiva que corre nos troncos das arvores frondosas, onde cada galho representa um sonho, uma idéia, um poema, uma vida de papel. Esse som do teclado, teclando, representa a vida.
Escrever, tic, tic, tic, escrever... Tic, tic, tic, esse é nosso vício; escrever, escrever, escrever.