terça-feira, 6 de março de 2018

Prefácio: A cabeça de Holofernes







Meu amigo Marcelo Rua, grande escritor, me deu a honra de prefaciar seu livro: A cabeça de Holofernes. 
Espero que tenha ficado à altura de sua grande obra.


Fiz amizade com Marcelo através da editora que publicou nossos primeiros livros, e por isso ganhei de presente: “Os dias voláteis”, que foi meu primeiro contato com sua escrita.
Confesso que fiquei até meio abobado, quando me peguei envolvido com o enredo e os personagens do livro.
O Marcelo conseguiu me transportar de volta para os anos 80, e me fez reviver muitas das minhas memórias, sem criar um sentimento nostálgico na leitura, pois a história apesar de ter referências dos anos 80, poderia muito bem ser vivida nos dias de hoje.
Seu segundo livro: “As vagas gigantes”, me caiu como uma continuação friamente calculada e bem escrita, para o que viria a seguir.
Os livros podem muito bem ser lidos separadamente, pois o leitor fica satisfeito com seus desfechos individuais, mas, pra quem leu o primeiro e leu o segundo, não poderia ficar sem o grande final: “A Cabeça de Holofernes”.
Engraçado que apesar de todos os livros serem muito bem escritos e interessantes, a gente consegue ver a maturação do Marcelo e como ele cresceu como escritor de um livro para o outro. Sua escrita melhora livro após livro e isso chega a emocionar quem o acompanha.
Justamente por isso, que eu considero “A Cabeça de Holofernes” como o melhor da trilogia, porque aqui, a história envolve muito mais o leitor, com pitadas de humor e sarcasmo na medida certa, que só com olhos atentos e conhecedores dos três livros é que podem notar. Os cenários são detalhados de uma forma que a gente consegue enxergar as nuances e minimalismos da descrição. Os sentimentos e atitudes dos personagens são claramente sentidos e falados por eles mesmos, as vezes irresponsavelmente e irreverentemente, e isso é maravilhoso, pois cada um parece ter vida própria e não são cópias mal acabadas do próprio Marcelo, como vemos em tantos livros, onde os personagens não tem personalidade, são superficiais e politicamente corretos à medida do que o autor acredita.
Desejo vida longa à carreira literária do Marcelo, e, como já lhe disse uma vez: ele é um autor que faz o cotidiano ficar interessante, e isso é para bem pouca gente!





11 comentários:

  1. Que honra tiveste! Parabéns aos dois e sucesso! abração, tudo de bom,chica

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  2. Parabéns! Não é nada fácil prefaciar o livro de outra pessoa. Dá um medinho...

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  3. Penso que é difícil tarefa prefaciar um livro que não é nosso, pois nunca se sabe se estamos bem dentro do que o autor sentiu e quis passar ao escrevê-lo. Mas decerto que ficou à altura da obra, o André escreve muito bem.
    Abraço e parabéns. Não conheço o Marcelo Rua, mas a acreditar no que narra, decerto vai ser um escritor de sucesso.

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  4. Muito bom prefácio.
    Não desanimem de ler, escrever e pensar porque num país em que alguns políticos dizem que pobre falar (escrever) errado é normal porque são pobres mesmo e se dizem defensores dos pobres.
    Mostra o quanto são ardilosos e torcem para que a massa não se interesse pela leitura e pelo desenvolvimento intelectual e se torne cada vez mais bestas encurraladas.

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  5. Assim como comentaram aqui, não é fácil prefaciar um livro e você o fizeste muito bem, tens capacidade, senão não te dariam essa tarefa, parabéns, escreves também muito bem, amei ler!
    Ah, estamos interagindo, rsrs deixei resposta ao seu comentário lá no meu espaço, amo seus comentários!
    Abraços apertados amigo Andre!

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  6. Mesmo não conhecendo a(s) obra(s), gostei do seu prefácio.
    Continuação de boa semana, caro André.
    Abraço.

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  7. Com a sua recomendação, amigo, tenho certeza de que vale a pena! Quero conhecer; avise-me, quando estiver impresso. Meu abraço, boa semana!

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  8. Como já tinha comentado, deixo um abraço e votos de bom fds

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  9. Quero conhecer o liro..certamente.abraços e grata pela visita ao meu canto poético.

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