terça-feira, 1 de maio de 2018

Vingadores - Guerra infinita







Existe um vilão nos quadrinhos Marvel, que é um semi-deus maluco que tem vontade de dizimar metade dos seres de todo o Cosmo, porque segundo ele os planetas são finitos e os seres estão sugando a vida desses planetas.
Mas, mesmo ele sendo um semi-deus, nos quadrinhos ele sempre é derrotado, hora pelo Quarteto Fantástico, hora pelo Adam Warlock, que é maluco igual a ele, hora pelo Dr. Estranho, mas, gente... O Thanos do filme “Vingadores guerra infinita”, é mais mal e poderoso que o dos quadrinhos muitas vezes... Puxa, dessa vez, acho que nem o Chapolim vai nos salvar.
A maioria dos heróis mais populares do universo Marvel, isso tirando os que estão sob o domínio da FOX e da Sony, que são: Quarteto Fantástico e X-men, aparecem pra luta, e olha amigos... Que luta.
No fim, o fim não tem fim, e o segundo filme, que aliás já está bem adiantado, se faz necessário, e pelo visto alguns heróis que não apareceram dessa vez, estão escalados para o próximo, porque se eles não vierem, aí o mundo tá perdido mesmo. 
Puxa... Bem que a Fox e a Sony podiam liberar seus heróis, e a Netflix também, porque acho que o Punho de Ferro, o Demolidor, O Luke Cage e a turma toda iria ajudar um pouco.
Quem não foi ao cinema, pode ir sem medo, que é diversão pura, do início ao fim.
O único adendo chato, são as roupas malucas que o Homem de Ferro anda fazendo pro Homem Aranha, que na verdade não tem nada a ver com o personagem das HQ.





quarta-feira, 25 de abril de 2018

Eu conheço um ratinho...







segunda-feira, 19 de março de 2018

Cadê o Chapolim?







Parece que nós estamos mesmo chegando ao fundo do poço.
O Brasil está retalhado, moído, destruído, esfacelado e os candidatos a herói nas próximas eleições são os mesmos bandidos de sempre...
A mídia comprada e corrupta apoia os meninos maus, e os intelectuais e formadores de opinião venderam a alma pro capeta.
Não sei não... Acho que dessa vez, se o povo não acordar a gente vai dar descarga e mandar o país para o esgoto. Isso é, se o esgoto nos aceitar!
Não temos escolas, não temos estradas, não temos hospitais, não temos justiça, não temos polícia, não temos nem forças armadas, não temos nada, a não ser o Pablo Vitar e a Jojo Todinho, que eu não ouso em falar mal, porque amanhã um monde de lunático aparece por aqui me chamando de ultrapassado, puritano e radical.
E para colocar mais azeite na nossa maionese estragada, nós ainda olhamos para países que conseguem a feito de estarem piores que nós e achamos bonitinho. Prestem atenção nos políticos apoiando os governos da Venezuela e da Bolívia. Mandem eles falarem para os venezuelanos voltarem para o paraíso... Ou melhor, deixem os venezuelanos aqui, e vão eles todos para a put... Ops! Quer dizer... Vão todos para a Venezuela, já que lá é tão bom, cambada de éguas.
Meu Deus, que monstro nós criamos... Acho que nem o Chapolim Colorado poderá nos defender.





terça-feira, 6 de março de 2018

Prefácio: A cabeça de Holofernes







Meu amigo Marcelo Rua, grande escritor, me deu a honra de prefaciar seu livro: A cabeça de Holofernes. 
Espero que tenha ficado à altura de sua grande obra.


Fiz amizade com Marcelo através da editora que publicou nossos primeiros livros, e por isso ganhei de presente: “Os dias voláteis”, que foi meu primeiro contato com sua escrita.
Confesso que fiquei até meio abobado, quando me peguei envolvido com o enredo e os personagens do livro.
O Marcelo conseguiu me transportar de volta para os anos 80, e me fez reviver muitas das minhas memórias, sem criar um sentimento nostálgico na leitura, pois a história apesar de ter referências dos anos 80, poderia muito bem ser vivida nos dias de hoje.
Seu segundo livro: “As vagas gigantes”, me caiu como uma continuação friamente calculada e bem escrita, para o que viria a seguir.
Os livros podem muito bem ser lidos separadamente, pois o leitor fica satisfeito com seus desfechos individuais, mas, pra quem leu o primeiro e leu o segundo, não poderia ficar sem o grande final: “A Cabeça de Holofernes”.
Engraçado que apesar de todos os livros serem muito bem escritos e interessantes, a gente consegue ver a maturação do Marcelo e como ele cresceu como escritor de um livro para o outro. Sua escrita melhora livro após livro e isso chega a emocionar quem o acompanha.
Justamente por isso, que eu considero “A Cabeça de Holofernes” como o melhor da trilogia, porque aqui, a história envolve muito mais o leitor, com pitadas de humor e sarcasmo na medida certa, que só com olhos atentos e conhecedores dos três livros é que podem notar. Os cenários são detalhados de uma forma que a gente consegue enxergar as nuances e minimalismos da descrição. Os sentimentos e atitudes dos personagens são claramente sentidos e falados por eles mesmos, as vezes irresponsavelmente e irreverentemente, e isso é maravilhoso, pois cada um parece ter vida própria e não são cópias mal acabadas do próprio Marcelo, como vemos em tantos livros, onde os personagens não tem personalidade, são superficiais e politicamente corretos à medida do que o autor acredita.
Desejo vida longa à carreira literária do Marcelo, e, como já lhe disse uma vez: ele é um autor que faz o cotidiano ficar interessante, e isso é para bem pouca gente!





terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A história de muita gente






Anderson estudou do primário até a sexta série com Paulinho, os dois moravam na mesma rua e eram amigos inseparáveis. Anderson se formou em medicina e Paulinho trabalha como mecânico em uma oficina. Hoje os dois se encontraram num dos corredores do supermercado, Paulinho ficou muito feliz e Anderson passou por ele fazendo de conta que não o havia visto.
Paulinho não entendeu...
Carla era amiga de Rebeca e Ana Luisa, elas fizeram balé, catecismo, teatro e inglês juntas. Sempre que podiam as meninas se reuniam para ir ao shopping passear, para ir ao cinema, ou simplesmente para papear. Elas eram grandes amigas. Carla se tornou uma grande atriz de cinema e novela, Rebeca trabalha de secretária e Ana Luisa tem um pequeno box numa galeria onde vende tranqueiras importadas da China. Hoje elas se encontraram num salão de cabeleireiro e enquanto Rebeca e Ana Luisa ficaram muito felizes ao ver Carla, ela foi para uma sala privada do salão e fez de conta que não conhecia nenhuma das duas.
Rebeca e Ana Luisa não entenderam.
Antônia foi babá de Alfredo, cuidou dele desde o nascimento até quando ele completou treze anos. Ela era uma verdadeira mãe pra ele, pois a mãe biológica trabalhava o dia todo e era Antônia quem dava carinho, atenção e educação para o menino. Hoje, Alfredo tem uma rede de restaurantes, e Antônia, aposentada, passa a vida com seu marido em sua casa, cuidando dos netos. Alfredo saiu de um de seus restaurantes e Antônia estava em frente esperando o ônibus no ponto, a velhinha viu “seu menino” saindo e ficou feliz em vê-lo, Alfredo a reconheceu, e por isso, levantou os vidros de seu carro passando por ela desviando o olhar.
Antônia não entendeu.
Jânio começou a trabalhar desde menino na loja de seu Valter, este foi seu primeiro emprego. Seu Valter ensinou o pequenino Jânio a ter responsabilidade e também o ofício que é ser um vendedor. Seu Valter era muito generoso e ajudou Jânio a pagar sua faculdade, e depois de formado, quando ele saiu para trabalhar numa grande indústria como gerente administrativo, Seu Valter acertou todos os seus direitos e ainda deu-lhe uma ótima gratificação pelos anos em que o menino fora tão fiel em vestir a camisa da sua lojinha. Hoje os dois vinham pela mesma calçada, Seu Valter ficou feliz em ver Jânio de terno e gravata vindo em sua direção, a imagem daquele menino pobre que um dia ele acolhera e ensinara tudo o que sabia na sua loja, veio à sua mente, e o velhinho sentiu-se orgulhoso. Jânio a poucos metros de Seu Valter, olhou pra ele como se olhasse uma paisagem e atravessou a rua, virando a cara como se não o tivesse reconhecido.
Seu Valter não entendeu...
Paulinho, Rebeca, Ana Luisa, dona Antônia e Seu Valter não conseguiram entender, porque durante todo o relacionamento que tiveram com seus amigos, sempre foram sinceros e nunca usaram máscaras. Seus corações eram puros, e eles não entendiam como uma pessoa poderia ter mudado tanto com o passar dos anos.
O que eles não sabiam, é que essas pessoas que hoje os ignoraram, na verdade não mudaram nada. Apenas não haviam tido a chance "até hoje" de mostrarem quem eles eram de verdade.
Por isso eles ficaram tristes, por isso eles ficaram sem entender. Afinal eles gostavam dos amigos e possivelmente ainda vão continuar gostando, porque em suas mentes, essa atitude de hoje vai ser apagada, e apenas as lembranças dos velhos tempos e que vão continuar vivas. Porque eles são amigos, e amigos são para sempre.