quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Personagens secundários



Eu sempre quis escrever um livro. Sempre tive muitas idéias sobre várias coisas malucas e outras não tão malucas para escrever.
Acontece que sempre que achava uma idéia legal, eu começava a escrever e depois acabava parando pela metade! A única coisa mais consistente que consegui terminar foi esse conto que você pode ler clicando AQUI. De resto eu acabei me especializando em crônicas, e textos mais curtos.
Mas um dia batendo papo com a Camila do blog “Vida complicada”, ela acabou me falando que acontecia com ela exatamente o que acontecia comigo. Ela começava e não terminava seus projetos literários. Então eu fiz uma proposta pra ela: Eu escreveria um tanto do meu livro por dia e mandaria pra ela “redatar” e ela escreveria um tanto do dela pra mim “redatar” daqui!
Legal! Eu pensei. Pois eu já tenho toda a história aqui na minha cabeçona e é só eu escrever e pronto! Belezinha!
Engano meu. O livro ganha vida própria, e personagens próprios, e o enredo ganha caminhos e atalhos próprios, e quando a gente tenta acordar da viagem... Já é tarde demais! A gente tem mesmo a história e tem que seguir um caminho traçado até onde se deve chegar... Mas pra chegar lá muita coisa acontece fora do combinado que você tinha em sua cachola! Aconteceu assim comigo e aconteceu também com a Camila no livro dela.
Um dos exemplos do que eu estou falando, são os personagens secundários e talvez até terciários. Um desses personagens apareceu no meu livro do nada, e acabou ganhando meu coração! O cara é maluco! Doido de pedra. Um dos personagens principais do livro conheceu esse cara quando foi preso numa penitenciária aguardando o término de uma investigação.
Esse maluco, que tem o apelido dentro da cadeia de “Treizoitão”, reza a lenda, que num acesso de fúria e descontrole mental, acabou matando sua família e por isso estava encarcerado.
Ele vive num mundo à parte desse nosso, e transita entre esse seu mundo particular e o nosso, misturando tudo ao mesmo tempo e deixando as pessoas que interagem com ele, as vezes confusas e as vezes alegres de ter um cara tão diferente para eles conviverem dentro da cela.
Acontece que no desenrolar da história o “Treizoitão” entrou numa enrascada e eu me vi forçado a dar um fim para ele. Se eu fosse pensar friamente no resultado que a morte dele traria para o livro eu teria o matado sem dó. Inclusive a minha redatora Camila disse que eu teria que fazer isso mesmo, e que o resultado ficaria legal mais lá na frente do livro. Ela falou também que eu não poderia me apegar ao personagem...
Depois de muuuito pensar, de brigar com minhas idéias e com a Camila eu acabei dando mesmo um fim no “Treizoitão”.
Mas não consegui matá-lo!
Dei um final digno ao cara! Afinal ele não era um assassino maligno... Ele tinha problemas psicológicos.
Engraçado esse negócio de escrever um livro. As pessoas e personagens da história vão entrando no coração da gente e as vezes até tocam-nos de uma forma que a gente se acha responsável por aquela vidinha de papel. Vida de palavras e de linhas escritas numa folha que antes era apenas uma folha em branco...
Os personagens ganham a amizade e a admiração da gente, se tornam criaturas dos nossos sonhos, e quando o livro vai chegando ao fim parece que a gente não quer que ele acabe mais!
Estou acabando de escrever, estou no finalzinho... Acho que fui legal com as pessoinhas de papel que criei, tomara que as pessoas de carne e osso que lerem o livro um dia também gostem e curtam tanto quanto eu estou curtindo, e que os personagens ganhem seus corações assim como ganharam o meu...

sábado, 6 de outubro de 2012

Fashion

Essa é mais uma historia onde meu imão Juninho conta pra vocês mais um causo da série: Quando eu morava com minha avó! Espero que se divirtam.



Os anos de 1972 e 1973 foram marcantes na minha vida. Não me recordo bem a época certa de cada “causo e acontecimento”, mas muitas dessas histórias e seus detalhes são bem nítidos e inesquecíveis e jamais deixarão de ser engraçados.
Ainda jovenzinho ou como se diz hoje um pré-adolescente, dos 10 a 12 anos, a inocência ia se escondendo e libertando os primeiros gestos da infinita metamorfose humana.
É bem nessa fase que os olhares para as amigas se tornam diferentes, e um deslize qualquer pode por tudo a perder, especialmente no meu caso, era uma fantástica e literal ginástica para me manter notado e normal como todo menino de olhos brilhantes.
Saibam que minha Avó era uma mulher fantástica, cuidava da casa, tinha um mercadinho onde cuidava juntamente com meu santo avô, criava galinhas, era parteira e entre outras muitas outras coisas para o meu azar ela achava que era costureira...
No cenário daquele ano eu estava na 5ª série do ginasial, hoje seria o sexto ano do ensino fundamental.
Seguindo a moda da época, os meus amigos usavam um tipo de shorts um tanto pequenos. Eu via aquilo e queria um também, foi então que eu muito linguarudo, disse que queria COMPRAR um short igual aos de meus amigos. Pra que fui falar aquilo!
Minha avó se empolgou... Foi na loja comprou um pano parecido com jeans. Podem acreditar, mas acho que não existe nada no mundo mais quente que aquilo!
Ela ficou costurando aquela peça por uma semana, parecia um ciclista naquele pedal da maquina, “pedalava numa velocidade tremenda”, parecia que ia voar. Sim, para ela aquele short seria a sua obra prima, de certa forma, no começo eu também estava bem esperançoso. Quando finalmente ela terminou, era numa terça e a aula de educação física seria na quarta de manhã.
Foi quando ela me apresentou o “short “, por segundos tinha certeza que aquilo era a bermuda que ela tinha feito para meu avô, e o meu short estava por terminar, mas infelizmente não, aquele era o meu short mesmo...
Quando ela disse: - Pronto olha que lindo que ficou o shortinho a Vó fez!
Olhando aquilo eu fiquei tão desesperado que minha voz sumiu, meu coração disparou e transpirava como um gambá...
Vou descrever para que vocês avaliem:
O “short” começava no joelho, passava pelas partes onde fazia um papo enorme, o fecho-eclair começava lá em baixo e ia até o umbigo onde acabava o short, até parecia que meu quadril era feminino... O cordão que tinha que amarrar parecia uma corda, ideal para quem quisesse se enforcar. Não tinha como definir aquilo.
Então após a fatídica frase: - Olha o que a vó fez!
Momentos tensos que se seguiram... Alguns segundos de silêncio que pareciam infinitos foram a única reação que consegui expressar... Minha amada avó sabendo que não gostei não só se decepcionou como também se irou de uma forma nunca vista. Aquilo para ela foi uma afronta e daí em diante ela me declarou guerra e disse furiosa: - Ah você vai usar sim... Ah se vai!
Manchar a minha reputação diante das paquerinhas doeria em mim mais que todas as surras que levei, então nos dias seguintes surgiriam na minha mente brilhante os incríveis planos! Eu era um menino que tinha planos muuuitos planos!
Vesti aquela coisa horrível em alguns dias que não sairia para lugar algum, somente para amenizar a situação, e pensei em manchar aquilo com algo que não podia sair.
Manchei de manga e minha avó tirou, manchei de leite de seringueira e ela tirou de novo, manchei de amora e ela tirou, então apelei... Rasguei de propósito! E não é que ela costurou? Eu acho que ela tinha feito curso pra aquilo, não era possível existir aquela eficiência! Mas não me dei por vencido e procurei um plano que fosse brilhante e é lógico que consegui pois o que não me faltava eram planos para me safar de algo! Então... Quando ajudava a estender a roupa no varal, deixei “aquilo “ bem perto da boca da cisterna sem prendedor. Quando fui recolher as roupas junto com ela, imagina! Hehehe, o vento derrubou meu lindo shortinho dentro da cisterna, oh!!! Que dó... Foi ai que lancei aquele olhar extremamente triste e comecei a chorar, (essa foi a primeira cena de teatro que fiz), mas ai veio o castigo pelo exagero.
Imediatamente minha Avó falou: Pode deixar meu netinho que amanhã mesmo começo a fazer outro. Sagazmente eu disse: - Não vó, eu gostava era desse!
Felizmente não houve mais costuras naquela casa e tudo voltou ao normal, embora aquela maquina de costura de vez em quando me assombrasse.
Com tudo isto eu aprendi que muitas vezes devemos procurar sempre que possível maneiras de demonstrar nossas insatisfações, sem ferir as pessoas que muitas vezes querem apenas demonstrar carinho.
É um exercício de amor e perseverança
Espero que tenham se divertido !
Grande abraço

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Novos ricos



Assisti a uma palestra no programa café filosófico ontem na TV Cultura com o filósofo Renato Janine Ribeiro, onde o palestrante discorria sobre etiqueta e boa educação.
Ele falou sobre coisas básicas que hoje em dia não são levadas mais em conta, coisas do tipo abrir a porta do carro para a mulher entrar, ceder o lugar no ônibus para os mais velhos ou gestantes, tirar o chapéu ou boné quando entrar num recinto fechado e coisas desse tipo.
Lá pelo meio da palestra ele soltou uma informação que eu achei muito interessante.
Ele falou que a sociedade brasileira teve um ascensão e que as classes B e C deram um salto de qualidade de vida e de poder aquisitivo, mas que a educação para se enxergarem "ricos ou quase ricos" não acompanhou essa transição. Por isso é que muitas dessas pessoas se vêem as vezes inseguros e com a auto-afirmação pessoal duvidosa dentro de suas próprias cabeças e nesses momentos onde bate essa ansiedade eles se vêem na obrigação de maltratar ou pisar em pessoas menos favorecidas pra demonstrarem que são poderosas.
Sabe que eu trabalho em uma empresa que atende pessoas de todas as classe sociais e realmente as pessoas que mais dão trabalho e que tratam mal os funcionários da empresa são mesmo os novos ricos.
Quando a pessoa é realmente rica, de família rica e estabilizada, ele quase sempre é uma pessoa educada e polida, e na outra ponta, quando uma pessoa é pobre e lutadora com a vida ela é humilde e muito educada também, pois conhece os problemas e agruras do dia a dia.
Mas meu amigo, se essa pessoa é dessa classe nova e emergente... Sai de baixo! Em grande parte eles realmente são despreparados para serem quem são e para terem o que tem, e não sabem exigir o que necessitam de forma educada e polida. Muitos novos ricos, confundem falta de educação com poder de compra, e como num conto de fadas exigem tapetes vermelhos para andarem em cima e taças de cristal com champagne francesa para matarem sua sede.
Lógicamente que não quero aqui generalizar e dizer que todos os novos ricos são assim! Existe  gente educada e mal educada em todos os níveis sociais.
Eu estou aqui, discorrendo sobre o despreparo que muitas pessoas tem em assumir sua posição numa nova classe social, confesso que sempre fui revoltado com esse tipo de pessoa, mas sabe que ontem depois que ouvi a explicação do filósofo eu mudei de idéia.
Só agora é que eu descobri que tudo não passa de uma falha na educação e despreparo social. Agora que eu descobri que essas pessoas, por instinto, usam desses procedimentos mal educados porque querem se auto-afirmar dentro da sociedade, e que na verdade eles pensam que as outras pessoas só os aceitam como ricos, se eles usarem dessa força estúpida e mal educada!
O filósofo disse na palestra que isso só vai melhorar na segunda geração desses novos ricos, então eu cheguei a conclusão de que nós temos que orar e pedir a Deus que nos mandem esses clientes para que gastem seu dinheirinho com a gente, mas que também mande um saco do tamanho do saco do papai Noel! Porque pra aguentar esse povinho mal educado é difícil... Mas a gente é profissional e entende a carência deles.
Coitados...



sábado, 29 de setembro de 2012

Plantação

Olá amigos! Essa é mais uma re-postagem de um texto que escrevi a algum tempo e que agora volta a ter um significado em minha vida. Espero que pra quem já leu, o texto agora nessa releitura lhe diga algo diferente do que lhe disse da outra vez. E pra quem não leu ainda, espero que gostem e que ganhem alguma coisa de bom, pois essa é a intenção do texto.
Um abraço a todos e obrigado pelas visitas e comentários.





A plantação começou !
Começou no dia do seu nascimento. No dia em que você começou a interagir, a falar, a dar opiniões. Aí começou a plantação.
Nas frases que você falou, nas atitudes que você tomou, nas escolhas que você fez. Ai começou a plantação.
As vezes em que você teve a chance de ajudar e virou as costas, cada momento desses foi uma semente de ervas daninhas que você plantou. Em outras ocasiões em que você se fez amigo e útil, aí você plantou sementes de arvores frutíferas .
As vezes em que você no seu serviço, ou na sua escola, ou na sua igreja, ou mesmo no seu bairro, foi simpático, gentil, prestativo. Ai você plantou sementes de cereais e hortaliças.
As vezes em que você foi áspero, agressivo, mal intencionado, desleal, infiel e ingrato. Certamente você plantou sementes de espinhos, galhos secos e até plantas venenosas.
Um dia você vai começar a colheita... Pois cada uma dessas sementes que você plantou foram plantadas no coração de alguém! Alguém cultivou essas sementes plantadas por você, e as viu germinar e crescer no coração de seu intimo, e viu essa semente virar frutos ou pragas!
Um dia esse alguém vai te devolver a plantação e o mundo vai te devolver a colheita, e a sociedade vai te devolver tudo aquilo que você plantou. Só que multiplicado muitas vezes, afinal cada semente dá inúmeros frutos, cada semente se torna muitas outras e tudo voltará para você!
Pense bem... Ainda dá pra reverter, ainda dá pra passar o arado, tirar as pragas e plantar coisas boas, sementes boas em terra boa, em corações amáveis e amigáveis.
Pense bem... A colheita pode não ser tão boa. E tudo depende de você. Você nasceu para ser um plantador de boas sementes, e colhedor de boas colheitas.
Não deixe que a maldade do mundo se impregne nas suas sementes, assim se todos nós plantarmos só boas sementes, um dia não vai mais haver essa maldade. E o mundo todo e todos os corações vão agradecer por suas belas colheitas!
Pense bem... Agricultor!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Decreto



Quando Ivan era criança, um dia seu pai lhe disse: - Você não tem jeito muléque! Nunca vai consertar na vida! Eu cansei de te ensinar as coisas e você nunca aprende, seu imbecil!
O pai estava nervoso porque Ivan, um menino hiperativo de apenas 5 anos, arrancou todas as flores do jardim numa brincadeira onde imaginava ser um jardineiro.
As palavras de seu pai entraram na cabecinha de Ivan e se alojaram no seu coraçãozinho de criança. Ivan foi um aluno repetente, se envolveu com coisas erradas na vida, virou traficante, ladrão, assassino e hoje está preso na penitenciária de segurança máxima. Seu pai de vez em quando vem lhe visitar e sempre sai se perguntando, “onde foi que eu errei?”
Carolina era uma linda menina de 15 anos. Muito bonita, era cobiçada por todos na escola, era o sonho de todos os meninos, realmente ela era linda!
Um dia sua mãe presenciou Carolina dando um beijo em um namoradinho na saída da escola. A mãe não sabia, mas aquele era seu primeiro beijo, era o primeiro momento em que Carolina descobrira algo diferente em sua vida. Mas a sua mãe não conteve sua raiva. Pegando Carolina pela orelha, na frente de todos seus amigos e amigas a mãe falou em voz alta: - Sua putinha! Vou te ensinar a ser sem vergonha com a cinta lá em casa!
Carolina apanhou da mãe fisicamente, mas o que mais a marcou foram as palavras da mãe na frente de seus amigos! Essas palavras se alojaram em seu coração, e hoje Carolina está num leito de hospital. Ela é HIV positivo. Contraiu essa doença trabalhando como prostituta em vários prostíbulos da cidade. Ela se tornou uma profissional do sexo, assim como as palavras de sua mãe a induziram naquele dia...
Renan era gordinho,gostava muito de comer, era um menino saudável, que corria, brincava e tinha uma grande imaginação. Um dia no aniversário de seu primo, Renan passou correndo pela mesa do bolo e não se conteve. Pegou um brigadeiro e comeu. Sua tia que era a dona da festa, o viu fazendo isso e gritou no meio da sala: - Renan seu gordo baleia! Deixa os brigadeiros aí seu sem educação... Os doces são pra todo mundo e não só pra você!
Renan olhou pra todas as pessoas na sala, que devido á fala de sua tia, lhe encaravam com semblantes de reprovação. Essas palavras se alojaram no coraçãozinho de criança de Renan e hoje ele está preso a uma cama, numa clínica de emagrecimento. Renan tem 298 quilos. Não consegue andar, quase não consegue respirar sem aparelhos, apenas vegeta enquanto os médicos tentam reverter a difícil situação.
Luiz era um rapazinho de 16 anos, quando conheceu alguns amigos não muito bons. Esses amigos saíram com Luiz e o levaram para roubar iogurte e chocolate no supermercado! Luiz nunca havia feito uma coisa dessas e “tremeu na base” quando pegou um chocolate e colocou dentro do calção.
Raimundo que era um dos guardas que vigiavam o supermercado, segurou Luiz pelo braço quando ele iria sair do supermercado e abaixando-se para ficar da altura de Luiz, olhou fixamente em seus olhos e docemente falou:
- Menino, eu não te conheço pessoalmente, mas já te vi aqui com sua mãe e seu pai. Eu notei que vocês são uma linda família. Vejo que seu pai e sua mãe te amam. Vejo que vocês são pessoas boas e sei que você é um menino bom! Então me devolva esse chocolate que está no seu calção! Você é um menino abençoado e nunca vai precisar roubar pra conseguir o que quiser... Eu não vou contar isso pra ninguém, só quero que você me prometa que nunca mais vai tocar em nada do que é dos outros. Me promete?
Luiz retirou a barra de chocolate do calção e entregou a Raimundo, e soluçando, com uma lágrima entalada na garganta falou: - Eu prometo!
As palavras de Raimundo se alojaram no coraçãozinho de Luiz. Hoje ele é um grande empresário, bem sucedido, bom pai de família e querido por todos!
Realmente a vida funciona assim... As vezes uma palavra que se fala mal falada e mal interpretada pode determinar a vida inteira de uma pessoa. Basta que ela se aloje em seu coração... Por isso é melhor semear boas palavras. Palavras de incentivo, de engrandecimento pessoal e que sempre vão impulsionar as pessoas cada vez mais para o sucesso em suas vidas e nas vidas de quem os rodeiam. Afinal, somos responsáveis pelas nossas palavras e principalmente pelo impacto que elas causam.
Pense nisso!