segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Heróis
Quando eu era criança, tinha três pessoas que pra mim, eram os caras! Um era o Peter Parker, o outro era o Jerry Lewis e o último era o Frank Poncherello. O Peter Parker, pra quem não sabe é o Homem-aranha, dããããã! Eu gostava dele porque ele não era chatão igual ao Super-homem que resolvia seus problemas sem esforço nenhum... O Homem-Aranha apanhava e sofria muito pra conseguir vencer seus inimigos. Isso sem contar que o Peter Parker era um durão na vida, trabalhava e estudava feito um camelo e ainda só se dava mal no final, eu adorava isso! Ficava esperando o gibi chegar na banca do seu Nicolau que todo mês separava o meu “O espetacular Homem-Aranha.” Inclusive a banca do seu Nicolau foi o primeiro lugar na minha vida em que eu abri uma “conta”, porque quando eu não tinha dinheiro ele deixava eu levar o gibi pra pagar depois.
O Jerry Lewis era um comediante que foi muito famoso no final da década de 60 até meados da década de 80. Seus filmes passavam na sessão da tarde, e quando passava, as ruas ficavam vazias de crianças, pois a molecada só saía de casa depois do fim do filme! Eu imitava o jeito idiota do Jerry Lewis conversar, rir e andar, até hoje quando dou risada, a minha se parece com a dele. Acho que foi uma herança dessas tantas imitações que acabou ficando.
Mais o cara que eu era mais fã, se chamava Frank Poncherello! Ele era um policial de um seriado que se chamava “CHiPs”, que tinha um enredo baseado em dois policiais que trabalhavam nas rodovias no que eles chamavam de “radio patrulha rodoviária.” Os dois policiais era John Bacher que era o cérebro, inteligente e cabeça pensante da dupla e o Frank Poncherello que era o meio burrão, meio doido, que resolvia as coisas sempre do jeito mais difícil, mas que era o engraçado.
O Poncherello morava num trailer, e eu me lembro até hoje de uma cena onde ele chegou em casa e com uma mão só, quebrou um ovo dentro de um copo e depois tomou o ovo cru! Ah... Eu não tive dúvidas, peguei um ovo e com minha mãozinha de criança penei pra quebrar com uma mão só! Acho que quebrei uns dez ovos, até acertar. Aí quando consegui tomei o ovo numa golada só... Vomitei na pia inteira!
Esses heróis da minha época de criança até que eram bons! Não tinham malícia, não usavam de violência, eram até meio bobos. Outro dia na TV eu assisti a um programa onde o repórter entrevistou umas crianças, e elas diziam que seus heróis eram os chefes do narcotráfico! Eu fiquei pensando nisso... Acabei chegando a conclusão que a culpa é mais uma vez dos pais, porque a criança de livre e espontânea vontade não vai torcer pro bandido, a não ser que esse bandido venha a lhe ser apresentado como mocinho! E quem é que tem que dar o discernimento pra criança e lhe ensinar o caminho certo?
Pais... Olhem com carinho com quem seus filhos andam, com quem eles conversam na internet, quem é o amiguinho dele e de onde vem, e principalmente apresente bons heróis e exemplos pro seu filho, senão ele pode acabar sendo seu inimigo também! Pois se você quiser reagir quando ele já estiver com a personalidade formada, talvez seja tarde demais.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Resto de festa
Eu estacionava meu carro pela manhã numa rua que fica ao lado do meu serviço e em frente a uma praça. Enquanto manobrava para estacionar eu reparei num senhor que caminhava lentamente atravessando a rua. Ele estava com roupas muito sujas, vestia uma calça clara, uma camiseta dessas de propaganda política e um farrapo de blusa cobria-lhe as costas.
Com uma das mãos ele segurava um saco de pano grosseiro que caía sobre as costas. Na cabeça, além de uma farta cabeleira suja e enrolada, tinha também um boné encardido que em algum dia devia ter sido branco.
Eu acabei de estacionar e segui em direção ao meu serviço. Enquanto andava eu vi o homem pegar uma bituca de cigarros no chão e sentar-se num dos bancos da praça. Depois, como ventava um pouco, ele colocou uma das mãos na frente da bituca e com a outra tentava ascendê-la.
Nesse momento um cidadão que vinha em sentido contrario, olhou pra mim com uma cara de quem contava uma piada muito engraçada e apontando com a cabeça, esticou o beiço para o andarilho, falando:
- Aí... Isso aí é o resto da festa que sobra pra nossa cidade!
Eu não retribuí o sorriso e nem o gracejo que essa pessoa ignorante me fez. Pelo contrário, essa frase infeliz dele, chamando um outro cidadão de “resto de festa”, na verdade mostrou a dureza de coração, a falta de educação e a falta de humanidade que ele carrega dentro de si.
A gente nunca sabe o que leva uma pessoa a sair pelas ruas como andarilho. A gente não sabe se ela tem problemas psíquicos, se ela teve uma dolorosa decepção e não conseguiu se controlar depois disso, se ela teve ou não uma base familiar que o auxiliou durante a vida, se ela é assim por opção, ou seja lá o que for!
Por isso acho que as palavras de sarcásmo e ironia, que esse sujeito usou, chamando o andarilho de “resto de festa”, foram infelizes.
Mesmo que talvez a gente não faça a nossa parte colocando a mão na massa para fazer um mundo e uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as pessoas tenham condição de vida e apoio nas horas difíceis, pelo menos consideração pelo ser humano independentemente do seu aspecto e condição social, é a nossa obrigação!
Fazer graça na desgraça dos outros, não é humor! Nem humor negro, pois o humor negro trabalha em coisas absurdas, mas não reais como a vida desse andarilho...
Pense nisso!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Penas para o ar
Meu irmão Júnior, tem um repertório de "causos" que ele sempre conta nas reuniões de família. Esse aqui é um deles. Ele escreveu pra que eu colocasse no meu blog. Achei que ficou divertido e que vale a pena você ler e dar um pouco de risda! Ele jura que é verdade... E posso falar como irmão mais novo, que ele não é muuuuito mentiroso!
No ano de 1972 , eu tinha 9 anos de idade e morava com minha avó em Barretos, numa casinha bem simples de três cômodos e bem distante da do centro cidade , o vizinho mais próximo era a “Maria Macumbeira” que morava ao lado (que eu achava que não valia como vizinha), depois dela, o segundo mais próximo ficava a uns quatro quarteirões. Nós não tínhamos energia elétrica, água encanada, nem nada que pudesse significar algum conforto, pelo contrário, a vida era bem difícil porém como vão perceber bem ela era divertida!
Minha avó era muito rígida comigo (à moda das pessoas rústicas e honestas de antigamente), também era uma polivalente, pois cuidava da casa, cuidava de um mercadinho, criava galinhas e o melhor de tudo! Era a única parteira da cidade! Além disso fazia caridade e trabalhos sociais na sua Igreja. Não preciso dizer que eu participava de tudo isto de forma direta e indireta e ai de mim se não participasse.
Um dos maiores orgulhos de minha avó eram suas “preciosas” galinhas caipira e seus galos da raça índia, todo ano era certeza que ela expusesse esses galináceos, na feira de animais que acontecia na Festa do Peão. Ela não admitia que suas galinhas não fossem premiadas sempre com o primeiro lugar! O pior (ou melhor, pra ela), era que sempre levava o premio maior.
Mas como será que estas galinhas chegavam até a Festa do Peão? Aí é que começava o meu drama. O netinho lindo da dona Lourdes era a transportadora...
Eu como ator coadjuvante nas peripécias da minha avó, andava a pé (pois nem bicicleta eu tinha), por essa cidade toda, hora transportando galinhas, ora buscando latas de lavagem para os porcos e em todas as situações pagando meus vários “micos.”
Todo ano, sempre no primeiro dia da festa do peão, eu acordava bem cedo, fazia um desjejum puxando uns 15 baldes de água da cisterna que parecia não ter fundo. Comia algo bem rápido, pois não podia me atrasar. Daí minha avó “adoravelmente” colocava as estrelas galináceas fêmeas num saco, e os galãs galináceos machos em outro. Eu (a transportadora), colocava estes sacos nas costas, e ia sempre á pé, rumo ao local da exposição dos animais, que ficava num bairro bem distante. Ia sempre de chinelo de dedos, isso quando “havainas” era chinelo de pobre! O sol escaldante maltratava minha pele de menino, por isso eu sempre pensava num plano para acabar com aquele evento. Mas logo depois me conformava com o que o destino tinha me reservado. Este trajeto de ida e volta demorava mais ou menos duas horas, eu chegava exausto, e minha avó sempre, “mas sempre mesmo”, perguntava porque eu tinha demorado tanto. Se eu pudesse pelo menos lançar meu olhar de ira já ia ficar satisfeito, mas naquele tempo uma criança jamais podia confrontar uma pessoa mais velha, nem mesmo em pensamento! Falando nisso acho que minha avó lia meus pensamentos! Que coisa mais louca... O sistema era bruto!
Mas um ano, eu resolvi dar uma de esperto. Repeti o ritual até o ponto de iniciar a longa e exaustiva caminhada, mas com um plano já arquitetado na minha mente. Andei uns 500 metros para despistar minha avó e peguei o ônibus, com o dinheiro que minha tia Mariana tinha dado para eu chupar um sorvete (saudades da Tia Mariana!) Então, dentro do ônibus, eu me sentia numa limusine! Sentei bem no meio num banco que parecia mais um brinquedo de pula-pula! Fomos eu e as estrelas galináceas.
Depois de uns quinze minutos achando estranho que todos me olhassem feio apenas pelo barulho dos cacarejos, resolvi investigar se as madames tinham feito alguma sujeira dentro do saco. Porque fui fazer aquilo! As amarras do saco se soltaram e foi galinha pra todos os lados. Parecia um caminhão de galinhas!
E parecendo vingança, as galinhas sujaram todo o ônibus. Eu desesperado, tentando pegá-las, inocentemente pedia ajuda, mas o que ouvia era:
- Credo que nojo! - Ai Jesus que é isso? - Ah... Só podia ser o neto da parteira!
Como percebem, todos conheciam minha avó, eu mesmo não tinha nome, porque numa época onde os meninos, principalmente os bem pobres como eu, eram em sua maioria meros desconhecidos, pelo menos eu era “o neto da parteira.“
Então depois de muito lutar, não sabia quem estava mais cansado! As galinhas, eu, ou as pessoas que assistiam a tudo impassíveis. O motorista parou o ônibus, e finalmente consegui colocar as galinhas novamente no saco. Fui expulso do ônibus junto com as celebridades ensacadas, (o que era de se esperar), mas a tristeza do jeca não era essa, pois certamente levaria uma surra quando chegasse em casa. Pois além de levar quase o dobro do tempo, antes que eu chegasse em casa minha avó já estaria sabendo de tudo, e pensar nisso era realmente aterrorizador...
É lógico que o imaginável se cumpriu. Uma surrinha foi inevitável... Eu jurei matar todas as galinhas, mas logicamente isso não aconteceu pois o que eu mais gostava era dos bichos que nós tínhamos em nossa casa. Galinhas, gatos, cachorro e muitos pássaros soltos pelo jardim.
Para garantir minha integridade, ao final da festa resolvi buscar as madames seguindo a rotina padrão do caminhar, junto ao meu amigo sol escaldante, ou então, na companhia da luz do luar, que lindo né?
Essas lembranças me divertem ainda hoje e trazem a mente as lições de humildade, domínio próprio, mansidão, etc. Tudo dentro do plano e do cuidado que Deus já tinha comigo. Realmente sou muito grato a Ele, pois foi por permissão Dele que tudo aconteceu para a formação de meu caráter.
Então até a próxima ! Deus os abençoe !
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Bacalhau do mestre André
Eu já falei aqui no blog que gosto de cozinhar, e geralmente as pessoas que me conhecem adoram que eu faça isso! Então eu acabo achando que ou eu sou bom cozinheiro ou as pessoas é que são muito gente fina e comem mesmo sem gostar! Mas como nunca sobra nada no fundo da panela, então vou ficar com a primeira opção.
Geralmente eu invento as minhas receitas, na verdade 99,99% delas são inventadas, mas é lógico que você que gosta de cozinhar, deve sempre acompanhar alguns programinhas culinários e ler alguns livros de receitas para assim, no dia em que for fazer alguma coisa, você já tenha uma base do que quer criar.
Vou ensinar um bacalhauzinho que eu inventei esses dias, podem fazer que é muito gostoso, depois me contem o resultado.
Primeiro passo! Coloquem uma música bem gostosa e que te faça feliz. Se gostar de tomar um vinho, ou uma cervejinha, coloque um copinho ao lado e vá dando umas bicadinhas enquanto cozinha.
Dessalgue o bacalhau, pode até ser aqueles bacalhaus esfarrapados que se vende na banca de bacalhau, sabe aqueles pedacinhos que vão sobrando e você compra picado? Então, pode ser aquele. Compre mais ou menos um quilo e meio, calcule mais ou menos pelo tamanho da receita que quer fazer, e pelo tamanho da forma que vai utilizar pois esse bacalhau vai ao forno.
Cozinhe o mesmo peso do bacalhau, em batatas, se for um quilo de bacalhau, é um quilo de batata, entendeu cabeção?
Amasse as batatas cozidas e reserve, depois refogue o bacalhau com azeite virgem, (não use o extra-virgem, porque este tipo de azeite é só pra finalizar o prato), acrescente pimenta vermelha, cebola, alho a gosto (pelamordedeus não use aqueles temperos de alho prontos, aquilo deveria ser banido do mundo), quando o refogado estiver quase pronto acrescente tomate e azeitonas e deixe cozinhar até a água do tomate sumir.
Dê outra bicada no vinho! Troque o cd, dê um beijinho na sua esposa ou marido, faça uma gracinha pro seu cachorro, coce (com o pé) a barriga do seu gato que está deitado do seu lado com cara de pidão. E continue que ainda falta um pouco.
Retire 5 gemas de ovo (para 1 quilo de batata), amasse as batatas com a gema. Acrescente metade do bacalhau refogado e misture tudo até virar uma massa “liguenta”, bata as claras dos ovos em neve. Depois junte as claras aos poucos na massa, certificando-se que ela fique fofinha. Se ela ficar muuuuuuito molenga, coloque umas pitadas de farinha de trigo, mas acho que não vai precisar. Unte uma forma pequena e altinha e coloque uma camada dessa massa no fundo e subindo pelas paredes da forma, aí coloque o restante do bacalhau refogado. Coloque azeite (agora o extra-virgem), e cubra o bacalhau com o restante da massa, fazendo assim um tipo de uma torta.
Leve ao forno médio por uns minutinhos até dar uma dourada. Enquanto isso, dê outra bicadinha no vinho ou na cerveja, dê mais um beijinho na esposa ou marido, balance o nenê! Agora que não vai mais mexer com a comida você pode fazer um carinho no cachorro e no gato. Pronto!
Sirva-se primeiro senão você vai ficar sem!
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
O resto
Ana casou-se com Arlindo, não porque ele era lindo e sim porque era rico!
Arlindo tinha dinheiro “igual a capim no pasto”, mas não tinha educação, e apesar de Ana levar uma vida de “patricinha”, ela era maltratada e espezinhada dia a dia.
Era uma patricinha infeliz, as vezes sentia-se como a Geni “que era feita pra apanhar e era boa de se cuspir”, mas quando acordava pra vida ela era apenas, a Ana!
Arlindo tinha dinheiro “igual a capim no pasto”, mas não tinha educação, e apesar de Ana levar uma vida de “patricinha”, ela era maltratada e espezinhada dia a dia.
Era uma patricinha infeliz, as vezes sentia-se como a Geni “que era feita pra apanhar e era boa de se cuspir”, mas quando acordava pra vida ela era apenas, a Ana!
Cleuza era casada com Jose.
As coisas não estavam bem em sua casa, Jose era trabalhador, mas com pouca escolaridade só arrumava bicos de servente de pedreiro e coisas desse tipo.
Mas Jose tentava compensar a falta de conforto, dando carinho, companheirismo e compreensão para sua esposa. Cleuza, mesmo tendo um bom marido em casa, queria mesmo é ter uma boa casa, não importando se tivesse ou não marido.
Por isso começou a trair Jose com Dr. Salvador, que de “salvador” não tinha nada.
As coisas não estavam bem em sua casa, Jose era trabalhador, mas com pouca escolaridade só arrumava bicos de servente de pedreiro e coisas desse tipo.
Mas Jose tentava compensar a falta de conforto, dando carinho, companheirismo e compreensão para sua esposa. Cleuza, mesmo tendo um bom marido em casa, queria mesmo é ter uma boa casa, não importando se tivesse ou não marido.
Por isso começou a trair Jose com Dr. Salvador, que de “salvador” não tinha nada.
Claudinha saiu da casa da mamãezinha e do papaizinho porque se apaixonou por Diguinho que era um rapazinho muito bonitinho e safadinho que ensinou para Claudinha o mundo gostoso das bobiças.
Os dois foram morar de favor nos fundos da casa da Tia Leonor.
Diguinho não gostava de trabalhar, e o dinheiro começou a faltar. Mas as bobiças davam frutos e Claudinha estava gravidinha! Mais um meses e a família iria crescer! Se em dois eles já passavam por dificuldades, imagina em três!
O papaizinho e a mamãezinha até falaram pra Claudinha voltar pra casa que eles adotariam e cuidariam do netinho. Mas que não trouxesse esse vagabundinho, safadinho, aproveitador de menininha e fazedor de menininhos!
Os dois foram morar de favor nos fundos da casa da Tia Leonor.
Diguinho não gostava de trabalhar, e o dinheiro começou a faltar. Mas as bobiças davam frutos e Claudinha estava gravidinha! Mais um meses e a família iria crescer! Se em dois eles já passavam por dificuldades, imagina em três!
O papaizinho e a mamãezinha até falaram pra Claudinha voltar pra casa que eles adotariam e cuidariam do netinho. Mas que não trouxesse esse vagabundinho, safadinho, aproveitador de menininha e fazedor de menininhos!
Roberlei namorava Isaura desde a adolescência.
Isaura era uma moça linda, que chamava atenção por onde passava. Todos tinham inveja de Roberlei, diziam que ele havia ganhado na mega-sena por uma menina tão linda, tão educada e tão bem provida de curvas e mais curvas, namorar com um feinho mequetrefe assim igual a ele.
Acontece que Roberlei se formou e foi trabalhar numa grande empresa. O dono da empresa tinha uma filha da idade de Roberlei, ela era mais feia que “o rascunho do mapa do inferno”, mas deu em cima de Roberlei que viu ali uma chance de ganhar na mega-sena pela segunda vez!
Ele nem pensou nos anos, nem nas curvas e nem na pessoa doce e meiga que era Isaura. Resolveu pegar um atalho “reto e sem graça”, mas que o levariam até o pote de ouro! Trocou a namorada de sua vida toda pelo dinheiro fácil.
Isaura era uma moça linda, que chamava atenção por onde passava. Todos tinham inveja de Roberlei, diziam que ele havia ganhado na mega-sena por uma menina tão linda, tão educada e tão bem provida de curvas e mais curvas, namorar com um feinho mequetrefe assim igual a ele.
Acontece que Roberlei se formou e foi trabalhar numa grande empresa. O dono da empresa tinha uma filha da idade de Roberlei, ela era mais feia que “o rascunho do mapa do inferno”, mas deu em cima de Roberlei que viu ali uma chance de ganhar na mega-sena pela segunda vez!
Ele nem pensou nos anos, nem nas curvas e nem na pessoa doce e meiga que era Isaura. Resolveu pegar um atalho “reto e sem graça”, mas que o levariam até o pote de ouro! Trocou a namorada de sua vida toda pelo dinheiro fácil.
Maria era casada com Arthur, os dois tinham uma mercearia quando se casaram a muitos anos atrás, a mercearia virou um grande super mercado e depois uma rede se super mercados.
Arthur ficou muito doente e Maria não pensou duas vezes. Ela amava seu marido e mercado após mercado, foi vendendo tudo para tentar reverter a situação e assim salvar a vida e seu amado.
Maria chorava muito, pois podia ter todo o dinheiro do mundo, mas não conseguiria viver sem Arthur.
Deus escutou os choros, pedidos e lamentações de Maria e resolveu providenciar um milagre. Arthur se recuperou. Depois que eles tinham perdido todos os seus bens, ele se recuperou.
Hoje Maria e Arthur voltaram a ter uma mercearia, modesta e pequenina no bairro onde moram. Mas isso não importa, porque Arthur sabe que tem a melhor esposa do mundo e Maria sabe que tem o marido que tanto ama e que corresponde ao seu amor.
Alguns trocam a felicidade por dinheiro fácil ou a promessa de enriquecer, não pensam nos outros e nem tem escrúpulos. Maria e Arthur não... Eles trocaram tudo pelo amor de suas vidas.
Pra eles não falta nada. Eles tem um ao outro e o resto... É apenas o resto! E o resto o dinheiro pode comprar.
Arthur ficou muito doente e Maria não pensou duas vezes. Ela amava seu marido e mercado após mercado, foi vendendo tudo para tentar reverter a situação e assim salvar a vida e seu amado.
Maria chorava muito, pois podia ter todo o dinheiro do mundo, mas não conseguiria viver sem Arthur.
Deus escutou os choros, pedidos e lamentações de Maria e resolveu providenciar um milagre. Arthur se recuperou. Depois que eles tinham perdido todos os seus bens, ele se recuperou.
Hoje Maria e Arthur voltaram a ter uma mercearia, modesta e pequenina no bairro onde moram. Mas isso não importa, porque Arthur sabe que tem a melhor esposa do mundo e Maria sabe que tem o marido que tanto ama e que corresponde ao seu amor.
Alguns trocam a felicidade por dinheiro fácil ou a promessa de enriquecer, não pensam nos outros e nem tem escrúpulos. Maria e Arthur não... Eles trocaram tudo pelo amor de suas vidas.
Pra eles não falta nada. Eles tem um ao outro e o resto... É apenas o resto! E o resto o dinheiro pode comprar.
Mas quem viver de restos?
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