Na Idade Média, a igreja Católica se aproveitava de ser a única fé do povo da época e usava isso de uma forma corrupta para enriquecer.
De cada 10 europeus, apenas 2 sabiam ler ou escrever. A igreja aproveitava-se disso para manipular as pessoas e enche-las de terror, pregando que um Deus rancoroso e intolerante, estava pronto para julgá-las e mandá-las para o inferno.
Os padres da época vendiam indulgências, que eram documentos onde a igreja atestava que os pecados das pessoas seriam perdoados, mediante um pagamento em dinheiro. A Bíblia da época era escrita em latim, e toda a missa era rezada nessa língua.
Imaginem um povo que não sabia ler nem a sua própria língua, assistindo missas numa língua incompreensível. Seria como se hoje aqui no Brasil, a gente assistisse uma missa em japonês.
O governo de Roma, que era o império dominante da época, detinha o controle da igreja e assim nomeava quem seria bispo, papa, padres e autoridades eclesiásticas.
Um padre chamado Martin Lutero, viu o sofrimento que a igreja impunha ao povo, e resolveu protestar contra isso. Ele era um estudioso da Bíblia e percebeu que muitas atitudes que a igreja católica estava tomando não tinham base nenhuma na escritura sagrada. Então ele resolveu escrever 95 cláusulas que batiam de frente com a igreja e seus absurdos. Outra atitude inteligente de Martin Lutero, foi traduzir a Bíblia para o alemão, que era a sua língua natal.
Essas atitudes de Martin Lutero foram o estopim do que se chamou de “reforma protestante” , que nada mais é do que um basta aos desmandos da igreja católica e a criação das denominações que mais tarde ganhariam o nome de "igrejas evangélicas”.
Após a criação das igrejas evangélicas, uma batalha doutrinária se instituiu no meio cristão. Apoiados na Bíblia, que foi traduzida para todas as línguas do mundo, teólogos e estudiosos adaptaram suas doutrinas se apegando na sua forma de interpretar a sagrada escritura.
Todos os sacramentos que vinham da igreja católica menos o casamento, foram negados no meio evangélico. Batismo, extrema-unção, crisma, primeira comunhão, unção dos enfermos etc. As igrejas evangélicas usaram a Bíblia para negar essas práticas e ainda para abominar pontos da fé católica que não tinham embasamento na palavra de Deus. Práticas como culto aos santos, dias santos, uso da hóstia, reconhecimento da liderança do Papa, celibato eclesiástico, e mais um monte de diferenças que não dava para aceitar.
Basicamente essa é a diferença entre a fé católica e evangélica.
Só que a reforma protestante na minha opinião deixou que algumas aberrações aparecessem em nome de Deus.
Principalmente nos dias de hoje, com algumas igrejas sem base nenhuma doutrinária, que se instalaram pregando e arrebanhando fiéis, usando da mesma prática suja que a igreja católica da Idade Média usava. Igrejas que hoje não vendem indulgências, mas vendem milagres, vendem água santa do rio Jordão, sal sagrado, óleo ungido, pedaços da cruz de Cristo, chaves da “fechadura do céu” e mais um monte de tranqueiras, que o povo humilde acaba aceitando e acreditando.
Para “desfazer” um feitiço, ou se proteger do “inimigo”, enquanto a Bíblia fala apenas para você ter fé em Deus, orar pedindo proteção e entregar nas mãos Dele que Ele vai te proteger, essas novas igrejas evangélicas contratam “ex-pais de santo, e ex-mães de santo”, para te ajudar e tirar todo o mal da sua vida.
Pastores, pastoras e missionários, inclusive uns que se auto-intitulam “bispos ou apóstolos”, juntam imensas fortunas e impérios, inclusive com redes de televisão, jatinhos particulares, fazendas, e tudo o que o dinheiro pode comprar, isso as custas de pessoas amedrontadas que acham que se não derem seus salários para a igreja, vão apodrecer nos mármores do inferno.
Agora eu pergunto: Onde estão as igrejas evangélicas sérias e realmente embasadas na verdadeira escritura sagrada que não falam nada? Porque os sacramentos que vem dessas igrejas malignas são aceitos nas igrejas sérias? Será politicagem?
Existe um ditado que diz “meu inimigo, se for gente boa, pra mim não presta, e meu amigo, se não prestar, pra mim é gente boa.”
Acho que as igrejas evangélicas sérias devem fazer uma nova reforma.
A re-reforma protestante.
Tudo pela glória de Deus e pelo verdadeiro ensinamento do evangelho de Jesus!
As vezes falar não aos aliados, quando esses aliados estão se desviando do caminho, é a melhor forma de dar o exemplo e assim talvez salvar pessoas que estão enganadas. Acho que a mesma medida que foi tomada contra a igreja católica, deve, por uma questão de honestidade, ser tomada também contra essas falsas doutrinas aproveitadoras.
Não deve-se aceitar seus batismos, não deve-se convidar suas lideranças para pregarem nas igrejas sérias, e deve-se falar e alertar quanto a enganação que essas falsas igrejas estão fazendo no mundo Cristão.
Só assim a reforma protestante vai voltar a encontrar seu caminho... O caminho da verdade e retidão. Sem protecionismo sínico.
