sábado, 30 de junho de 2012

Alegria de viver



Enquanto a água fervia, ele colocou o coador de papel no suporte e depejou três colheres de pó de café dentro dele. Na água que fervia ele colocou açúcar e deixou mais um tempinho até que ele dissolvesse. Depois colocou a água adocicada no coador e logo percebeu o perfume do cafézinho no ar.
'Hummmmm que delícia!" Pensou ele sorrindo enquanto enchia a garrafa térmica.
Depois pegou um pãozinho quentinho que acabara de trazer da padaria e antes de cortá-lo, deu-lhe uma bela "cafungada" para sentir o cheiro de pãozinho fresco. Sua boca encheu de água. Depois abriu a geladeira, pegou o pote de margarina e lambuzou o pão fartamente do jeito que ele gostava de fazer. De tão quente que estava o pãozinho, a manteiga chegou a derreter.
Ele então encheu a xícara com o café, pegou o pãozinho e foi sentar-se na varanda.
Antes de dar a primeira bocada ele agradeceu a Deus por esses momentos tão gostosos e por ter o privilégio de notá-los. Infelizmente as correrias do dia-a-dia impedem algumas pessoas de perceber que um simples café da tarde pode ser um momento tão prazeroso.
Ele se ajeitou na cadeira, e feliz da vida, comeu seu pãozinho e bebeu seu café!
"Ah... Como é bom viver!"



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Marcas



Marcas...
No coração
na vida
na alma!
Tempo que foi
tempo
tempo perdido
tempo presente
com marcas presentes
do tempo que foi
e
deixou
marcas.
Impressões
impressas
impressões
na alma
no corpo
no coração!
Pensamentos
passados
de
tempos idos
que voltam
e
presenteiam
com sua presença
na alma
no coração
Nem sempre é saudade
nem sempre é saudade
as vezes
são apenas marcas
de tempos idos
apenas marcas
que sempre
existirão
apenas marcas
sem
sentido
com sentido
sem sentido
com
sentimento.
Com sentimento?
As vezes sim
as vezes não
as vezes sim
as vezes não...

domingo, 24 de junho de 2012

Pequenas soluções para grandes problemas



Valfredo estava cansado. Apesar de amar ser um cavaleiro, amar lutar pra salvar donzelas e princesas em perigo, amar matar um dragão por dia e combater os cavaleiros negros do exército inimigo... Ele estava cansado.
Na última semana quando saiu em missão Valfredo foi triste. Ele sabia que tinha que salvar o reino que estava sofrendo por causa da bruxa da floresta. Quantas vezes e quantos reinos ele já salvou e quantas vezes ele já guerreou contra as forças malignas da bruxa? Incontáveis vezes.
Enquanto Valfredo vestia sua armadura reluzente, colocava seu elmo, afiava sua espada, encilhava seu cavalo Rufus, dava um beijo de despedida em sua esposa ele era observado pela bruxa da floresta que via tudo em sua bola de cristal.
No caminho até a floresta Valfredo foi atacado por um dragão e quase morreu. Conseguiu fugir e matar o dragão no último instante! Mais adiante Valfredo teve uma luta com o cavaleiro cinza que nem era tão malvado e capaz quanto o cavaleiro negro, que Valfredo já havia derrotado incontáveis vezes,  mas mesmo assim ele teve uma dificuldade monstruosa para vencer a batalha e prosseguir adiante.
Depois, Valfredo foi atacado por um bando de duendes malignos que moram nos cogumelos vermelhos da floresta. O que normalmente seria uma simples briguinha, naquele dia foi uma batalha enorme em que Valfredo teve grande dificuldade.
Até que finalmente ao entardecer Valfredo chegou ao esconderijo da bruxa que lhe esperava sentada numa cadeira de palha tomando um delicioso chá de camomila debaixo de um ipê roxo todo florido.
- Olá Valfredo - falou a bruxa delicadamente - sente-se aqui do meu lado e tome uma xícara de chá pra gente conversar.
- Você acha que eu sou bobo? - Retrucou Valfredo. - Esse chá pode estar envenenado.
- Valfredo meu filho - falou a bruxa colocando chá na xícara e dando na mão de Valfredo - envenenado está o seu coração! Eu resolvi nem lutar com você dessa vez...  Desde a hora que você saiu de casa eu estava te olhando pela bola de cristal e vi que você está um bagaço. Você está derrotando a si mesmo. Antes de você lutar com o dragão você passou por um pomar de maçãs perfumadas e nem notou. Quando você enfrentou o cavaleiro cinza você achou que ele era tão terrível que quase foi vencido por um amador! E quando os duendes te atacaram... Um minuto antes você passou com seu cavalo por um riacho cristalino e nem tomou um pouco d'agua, nem se refrescou, nem aproveitou... Meu filho, nós já travamos enormes batalhas mas dessa vez até eu que sou maligna estou com dó de você.
Valfredo então se sentou na outra cadeira e tomou um pouco de chá, olhando para a bruxa ele reclamou: - Sabe bruxa, eu ando triste porque não consigo encontrar a verdadeira felicidade...
- Valfredo seu bobinho - falou a bruxa dando uma gargalhada - a verdadeira felicidade plena e total aqui na nossa terra não existe. Sempre algum probleminha vai acontecer e te importunar o dia. O segredo é você aproveitar os momentos felizes e se esforçar para que eles aconteçam cada vez mais. Um simples chazinho como esse aí, tomado debaixo desse ipê florido e perfumado já é um momento de felicidade. Cada vitória que você tem na vida por mais boba que seja já é um momento de felicidade. Olha nós não vamos lutar hoje porque se eu ganhar de um morto-vivo do jeito que você está,  não vai melhorar em nada o meu dia. Então eu vou fazer um feitiço aqui e quando eu contar até três você vai estar confortavelmente dormindo em sua cama com sua esposa linda e amanhã se você estiver melhor e seguindo meus conselhos, você pode vir pra luta que eu acabo com você... Ou não né? Hahahahahahahaha, porque você em bom estado é o melhor cavaleiro do mundo!
Então a bruxa se levantou, falou umas palavras mágicas e contou até três. Valfredo acordou em sua cama. Feliz e refeito para mais um dia. O mais importante é que os conselhos da bruxa lhe serviram muito e Valfredo no dia seguinte começou a melhorar e dar valor as pequenas vitórias e felicidades momentâneas... Valfredo voltou a viver e a sorrir, com ânimo e alegria rejuvenescidos!

Valfredo é um personagem que criei aqui para o blog. Ele é um cavaleiro que vive numa Idade Média mágica e surreal, onde enfrenta inúmeros problemas e situações perigosas em seu dia a dia. Uma vez em uma das aventuras de Valfredo uma pessoa comentou que ele era um personagem ruim e que eu escolhia mal os nomes tanto das cidades, países e personagens desse núcleo "Valfrédico". Eu nem respondi, porque acho que o cidadão não entendeu o significado do texto. Pois o Valfredo não é nada do que parece ser. Ele na realidade é um ser metafórido que pode muito bem ser eu ou você! Então de vez em quando ele vai aparecer por aqui. Se você gostou dessa re-aparição, que na verdade é uma re-poostagem, pode pesquisar aqui no blog, que tem mais algumas aventuras "Valfrédicas", pra você se divertir e pensar.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ser vendedor


Trabalhar no comercio parece fácil. Antigamente existia uma mentalidade que dizia que se alguém não tivesse nenhum serviço melhor em vista, "que fosse trabalhar de vendedor."
Acontece que as coisas mudaram. O mundo mudou!
Hoje os clientes exigem muito mais dos vendedores do que exigiam a anos atrás. Eu acho que isso se dá porque as relações interpessoais e a teoria do "ter é mais importante que ser", ganhou muito espaço dentro da sociedade. Hoje o poder aquisitivo transformou as pessoas. Assim como no filme “O professor aloprado”, do grande humorista Jerry Lewis, que depois foi re-gravado por Eddie Murphy, que conta a história de um cidadão pacato e até meio bobo, mas que quando bebia uma fórmula mágica se transformava num sujeito egocêntrico e malvado, que gostava de usar sua posição e prepotência para pisar nas outras pessoas.
Isso acontece quando o cliente tem essa fórmula mágica escondida em sua carteira, ela se chama dinheiro. E munidos desse dinheiro os clientes querem ser tratados como reis, como pessoas superiores, como seres alados de uma dimensão celestial.
Hoje em dia um vendedor tem que estar preparado pra essas coisas. Tem que ter atitude, tem que entender muito do que está vendendo, tem que ter paciência de Jó e o saco do tamanho do saco do Papai-Noel. Se não for assim, esse vendedor está fadado ao insucesso. O comercio não admite mais aqueles vendedores que estão alí porque não encontraram nada melhor. E é justamente por causa disso que a profissão de vendedor está mais valorizada do que nunca, porque para aguentar essa nova classe endinheirada e fútil, o cara tem que ser bom! Tem que ser meio vendedor, meio psicólogo. Tem que ser prostituto, tem que ser paciente e principalmente tem que entender da alma humana.
Um bom vendedor tem que saber entender que aquele cliente que ele atendeu e que não foi nada cordial, e as vezes até lhe pisou, na verdade é uma pessoa carente. Carente de afirmação pessoal. Carente de status, carente de poder. Carente de educação, de princípios bíblicos e base familiar. Geralmente esse cliente foi um daqueles cidadãos criados com pai e mãe ausentes, que foi deixado com a babá e com a empregada a vida toda enquanto sua família trabalhava. Para tapar essa ausência afetiva, esse cliente era entupido de presentes quando criança e acabou se tornando um adulto frio e calculista, mas também carente e chorão.
Esses novos clientes dão birrinha, esperneiam e correm para o colo do PROCON. Eles não sabem conversar e nem resolver os problemas com diplomacia e inteligência... Mas apesar de tudo isso, se você quiser ser um vendedor realizado, ganhar bem, e dar conforto com dignidade pra sua família, se prepare! Esses novos clientes chatos são uma mina de ouro. Então trate-os bem, com educação, com honestidade e compreensão. Fidelize-os, a seriedade e honestidade servem pra isso.
Se prepare, conheça seu produto, seja profissional!
Surpreenda-os, não perca a calma e nem a elegância, mesmo que eles sejam monstros querendo te devorar. Seja profissional, seja vendedor. Seja feliz!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Show

O mundo dá voltas e prega peças na gente. Hoje a gente acha que sabe de tudo e que tem o controle de nossa vida, mas amanhã tudo pode mudar radicalmente, num desses caprichos que a vida nos trás.
Até mês passado eu "achava" que tinha 3 irmãos, e de repente a vida me proporcionou a alegria de conhecer mais um irmão! Julio Cesar.
Nosso pai errou num certo ponto de sua vida e o destino quiz que só agora depois de 47 anos a verdade aparecesse finalmente. Esse erro de nosso pai, acabou se transformando num grande acerto, pois dele nasceu um grande cara. Um grande pai de familia, um grande homem de Deus. 
Ontem eu e meus outros 3 irmãos tivemos a honra de conhecer mais esse membro da familia. E sabemos que de agora em diante a familia não se dividirá mais. A felicidade tomou conta de nossos corações  e nos trouxe a certeza de que Deus sempre trabalhou nos bastidores para que essa família se agrupasse.
Para comemorar o nascimento desse irmão de 47 anos, eu vou aqui publicar o texto que eu mais gosto de todos os que eu já escrevi. Ele fala de um nascimento, que pode ser de um bebê, de um amor, de um irmão, mesmo que ele venha mais tarde... Mas venha pra ficar!
Acho que o velho deve estar feliz, onde ele estiver. A gente perdoa ele, afinal ele fabricou (mesmo que em várias fábricas), uma familia feliz!    




E o show vai começar...
Abrem-se as cortinas.
O publico está ali ... Esperando ...
As luzes? Ok!
O som? Ok!
Um... dois... três, testando.
Um... dois três, testando.
Um... dois...
As luzes?
O som? Ok!!!
Respeitavel público... E agora com vocês, o mais espetacular show da terra!
Os risos... Os olhares... Os dentes à mostra!
Alegria, alegria!
Vamos sorrir.
Respeitavel público... E agora com vocês, o show!
O show da vida.
O palco é a sua vida, o público é você, a bilheteria é a sua sorte ou o seu azar, o roteiro é você quem escreve, baseado num enredo sugerido por Deus... Atores convidados: Seu pai, sua mãe, seus amigos, seus inimigos, e mais alguns figurantes contratados de ùltima hora.
E o show vai começar...
Ela se contorce de dor, o homem de branco repete insistentemente: - Força! Força! Vamos você póde, força!
E o show vai começar...
Ela se contorce de dor, e o show está começando, está dilatando, está despontando, está sangrando, está ... Está ...
Luzes? Ok!
Som? Ok!
Umas palmadas na bunda!
Um choro anuncia.
Um choro anuncia.
Um choro anuncia o começo de mais um show!
O show começou!
Ela sorri, ela é a mãe!
Ele sorri, ele é o pai!
Todos batem palmas... É o show.
O show da vida.
Respeitável público, aqui agora, tem inicio o show mais espetacular da terra... O ator acabou de nascer , o ator principal de seu show, mas o ator coadjuvante do show do seu pai, e de sua mãe, e do seu médico, e da enfermeira... E ... Enfim, somos um emaranhado de shows, que vem e que vão, com público ou não.
Você é o ator e ao mesmo tempo o “ videspectador “ ...
Luzes? Ok!
Som? Ok!
Um, dois, três... Começou !!!!!



Bem vindo à familia Julião!